Após ter bens bloqueados, deputado do PR acusa repórter em pronunciamento

Na última segunda-feira (10/8), o deputado estadual e pastor Edson Praczyk (PRB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para reclamar de uma reportagem sobre o bloqueio judiciais de bens seus e de um assessor.

Atualizado em 12/08/2015 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Segundo a matéria feita pela RPC, afiliada da Globo no Estado, a dupla é acusada de contratar uma funcionária fantasma. Crédito:Reprodução/YouTube Deputado estadual e pastor acusou jornalista de fazer troca de favores para obter informações Durante seu discurso, o político acusou a jornalista Paola Manfroi, autora da matéria, de praticar troca de favores para obter informações, que deveria, segundo ele, correr em segredo de Justiça.
“O que essa jornalista 'deu' para conseguir essas informações privilegiadas? Como que conseguiu isso? Se nem eu sabia que tinham embargado, bloqueado minha conta bancária? Como pode?”, questionou ele. Quando a reportagem foi exibida, Praczyk e o assessor foram procurados para comentar o caso, mas alegaram que desconheciam a decisão e, por isso, não iam se pronunciar.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) repudiou a atitude do deputado e diz que houve quebra do decoro parlamentar. "O Sindijor-PR reitera que estudará medidas, inclusive judiciais, a serem tomadas contra o deputado. Também informa que encaminhará o caso à Presidência da Alep", escreveu.
A , exibida em maio, informou que o assessor e chefe de gabinete do deputado, Luiz Alberto de Lima, solicitou os documentos da dona de casa Rosimere de Amorim para uma "noite de bençãos". A mulher, entretanto, teria sido nomeada por Praczyk e nunca prestou serviços à Alep.
A investigação da Polícia Federal indicou que, na primeira nomeação, em 2001, a funcionária fantasma recebeu 11 salários de R$ 1,2 mil. Exonerada em 2002, ela voltou a ser nomeada em 2004, com ganhos de R$ 2,8 mil. Cinco meses depois, foi exonerada novamente. Uma terceira nomeação ocorreu em 2005, com salários acima de R$ 2,8 mil. Rosimere disse que nunca trabalhou na Alep e que não conhece o deputado.
Segundo a denúncia do MP-PR, Praczyk e Lima teriam dividido pouco mais de R$ 34 mil dos salários desviados. Os promotores ainda investigam o político pela contratação de outras funcionárias fantasmas, que seriam esposas de pastores da Igreja Universal do Reino de Deus.
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