Após ser insultado no plenário, Jean Wyllys responde Bolsonaro com cusparada

Em sua página no Facebook, o jornalista e deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) confirmou que cuspiu em direção a Jair Bolsonaro (PSC-RJ) logo após votar contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na noite do último domingo (17/4).

Atualizado em 18/04/2016 às 12:04, por Redação Portal IMPRENSA.

o jornalista e deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) confirmou que cuspiu em direção a Jair Bolsonaro (PSC-RJ) logo após votar contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na noite do último domingo (17/4).
Crédito:Marcelo Camargo/Agência Brasil Deputado respondeu insultos homofóbicos com cusparada
"Depois de anunciar o meu voto NÃO ao golpe de estado de Cunha, Temer e a oposição de direita, o deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando "veado", "queima-rosca", "boiola" e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída. Eu reagi cuspindo no fascista. Não vou negar e nem me envergonhar disso. É o mínimo que merece um deputado que 'dedica' seu voto a favor do golpe ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra", escreveu. Segundo o relatório Direito à Memória e à Verdade, Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército, um dos órgãos atuantes na repressão política durante a Ditadura Militar, foi responsável por 47 sequestros e homicídios. Ele morreu em outubro de 2015, aos 83 anos, vítima de câncer. Na votação, Bolsonaro declarou: ''Perderam em 1964, perderam agora em 2016. Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, o meu voto é sim". O deputado também parabenizou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmando que "ele entrará para a história". Em seu voto, Jean Wyllys afirmou estar "constrangido" de participar de uma "eleição indireta, conduzida por um ladrão, urdida por um traidor conspirador e apoiada por torturadores covardes, analfabetos políticos e vendidos. Uma farsa sexista".
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