Após repercussão de falas de comentarista, Grupo Bandeirantes encerra contrato com programa Hora Israelita

Após a Matinal, plataforma de jornalismo e cultura com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, denunciar que a comentarista Deborah Srour, do programa Hora Israelita, que era transmitido pela Band RS aos domingos, chamou os palestinos de “animais” e defendeu que o Exército israelense deveria exterminá-los, a atração teve seu contrato encerrado pela direção do Grupo Bandeirantes.

Atualizado em 01/11/2023 às 15:11, por Redação Portal IMPRENSA.


A decisão foi comunicada no dia 30 de outubro, duas semanas após a denúncia da Matinal. Além de chamar os palestinos de animais, Débora teria afirmado que o Exército de Israel deveria ser “mortífero” contra a população civil da Faixa de Gaza. Crédito: Reprodução Facebook Deborah Srour, comentarista do Hora Israelita: proposta de deixar programa para manter contrato não foi aceita Inicialmente o discurso da comentarista não foi condenado pela direção da Band de Porto Alegre, nem pela Federação Israelita do RS, patrocinadora do programa. Diante do suposto acobertamento, Deborah Srour teria voltado ao ataque na edição de 22 de outubro do programa, quando afirmou que, "como qualquer pessoa normal", ela expressou sua opinião de que "Israel deveria exterminá-los” e que "não há inocentes em Gaza”.
Horário alugado

Diante da crescente repercussão negativa, Deborah Srour chegou a propor sair do programa para que ele continuasse no ar. Mas o Grupo Bandeirantes manteve a decisão de encerrar o contrato.
Questionada pela Matinal, a direção local da empresa sustentou que o Hora Israelita alugava um horário na rádio e que não tinha responsabilidade pelo seu conteúdo.
Na mesma linha, os responsáveis pelo Hora Israelita afirmaram que a opinião de Deborah é “independente”. Já Deborah Srour alegou que suas falas foram tiradas de contexto.
Após o rompimento do contrato, a comentarista fez uma transmissão em vídeo pelo Facebook, afirmando que, para a Rádio Bandeirantes, ela passou dos limites quando disse que os perpetradores dos ataques do Hamas a Israel se comportaram como animais.