Após quatro anos, Clarín acata imposições do governo para adequação à Lei de Meios

O conglomerado de mídia Clarín aceitou as imposições do governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, para acrescentar na grade transmissão de sua empresa de TV a cabo, a Cablevisión, a emissora Telesur, gerenciada pelo governo venezuelano, o canal CN23, de um empresário amigo da governante, e a Incaa TV, estatal que transmite filmes.

Atualizado em 23/01/2014 às 09:01, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Divulgação Grupo Clarín acata medidas do governo para divisão da empresa
Segundo O Estado de S. Paulo , o grupo concordou também alterar o sinal da emissora estatal argentina TV Pública para um local favorecido na ordem dos canais, entre dois de maior audiência, Telefé e Trece, removendo para outro ponto o Todo Notícias, canal de informações 24 horas do Clarín.

As modificações no grupo estimam a redução do número de suas emissoras de TV e rádio e suas divisões em seis diferentes e independentes empresas audiovisuais. Segundo o diretor da Administração Federal de Serviços Públicos (Afsca), Martín Sabbatella, a medida abre espaço para a adequação da principal holding multimídia do país à Lei de Mídia. Caso a Afsca concorde com o plano do Clarín, o grupo terá um ano para reduzir seu tamanho.

A Lei de Mídia foi acatada no Parlamento no ano de 2009. No entanto, o Clarín criticou a constitucionalidade da legislação, conseguindo cessar a vigência das regras para suas empresas. No fim do ano passado, a Corte Suprema de Justiça resolveu estabelecer a constitucionalidade, levando o grupo a promover uma autodivisão para não correr risco de partilha obrigatória por parte do governo, que durante cinco anos encarou a holding como "inimiga mortal".