Após processo, jornalista Guilherme Fiuza recusa acordo judicial com o PT

Partido havia processado o jornalista pela crônica "Lula privatizou a si mesmo"

Atualizado em 21/10/2014 às 11:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Após processar o jornalista Guilherme Fiuza por danos morais pela publicação da crônica , veiculada na revista Época , o PT decidiu propor um acordo judicial. No entanto, o colunista não aceitou.
Crédito:Divulgação Jornalista nega ter cometido dano moral a Lula e rejeita acordo judicial
O texto informava que o Ministério Público pediu à Polícia Federal abertura de inquérito contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A base do pedido, de acordo com o jornalista, era a denúncia de Marcos Valério, que o acusara de intermediar um repasse de R$ 7 milhões de uma telefônica para o PT.
O partido abriu processo com pedido inicial de indenização no valor de R$ 60 mil por danos morais. A sugestão da audiência de conciliação surgiu após o advogado de Fiuza apresentar petição ao juiz sobre a "lista negra" de jornalistas divulgada em junho pelo PT e assinada pelo vice-presidente nacional da legenda Alberto Cantalice
Sob o título de , o político disse que Fiuza, Reinaldo Azevedo, da Veja.com, Folha e Jovem Pan; Arnaldo Jabor, TV Globo e Estadão ; Diogo Mainardi, GloboNews; Demétrio Magnoli, Folha ; Augusto Nunes, Veja.com; o cantor Lobão, Veja , o apresentador Danilo Gentili, SBT, e o humorista Marcelo Madureira, CBN e SporTV, "estimulam setores reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres".
À IMPRENSA, os defensores do jornalista informaram que houve, de fato, uma proposta de conciliação à qual Fiuza rejeitou, por considerar que "não cometeu nenhuma falta e não deve nada ao autor da ação".
IMPRENSA tentou contato com o diretório nacional do PT, mas ainda não obteve resposta.