Após prisão no Egito, Peter Greste diz que jornalismo virou profissão de risco

O jornalista australiano Peter Greste, detido no Egito por 400 dias acusado de apoiar entidade muçulmana, disse em palestra que atualmente omundo é mais perigoso para um jornalista que deseja fazer seu trabalho.

Atualizado em 10/06/2015 às 19:06, por Redação Portal IMPRENSA.

no Egito por 400 dias acusado de apoiar a Irmandade Muçulmana, disse em palestra que atualmente o mundo é mais perigoso para um jornalista que deseja fazer seu trabalho.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista diz que imprensa virou alvo de governos e extremistas
Segundo o La Vanguardia , o repórter alegou que os profissionais se tornaram alvo constante de governos que os acusam de violar segurança nacional e de grupos extremistas que querem acabar com tudo que seja contra o que pensam.

Ele foi detido junto com outros dois colegas da Al Jazeera em dezembro de 2013 na capital do país e foi condenado a quase dez anos de prisão por se envolver com a Irmandade Muçulmana e prejudicar a imagem do Egito.

Em fevereiro deste ano, Greste foi deportado para a Austrália enquanto as autoridades locais reabriram o caso, porque o jornalista não pôde aparecer para se defender. Nesse novo processo, que acontecerá na próxima quinta-feira (11/6), o tribunal pretende ouvir os argumentos finais de defesa do profissional.
Durante a conferência, ele citou ainda a campanha “Jornalismo não é um crime”, que está sendo elaborada para apoiar sua libertação. Ele acrescentou que não trabalharia na Al Jazeera se não acreditasse em sua objetividade. “Se eu achasse que a Al Jazeera tem uma agenda política, não exerceria o jornalismo por lá”.

Ele ainda aproveitou o evento para criticar as leis australianas que preveem penas de dez anos de prisão para jornalistas que revelam dados sobre operações de inteligência. “Essa lei é uma afronta a liberdade de imprensa e expressão”, disse.