Após primeiras críticas, jornais egípcios passam a divulgar abusos do governo
Na semana passada, diversos jornais egípcios surpreenderam ao publicar, pela primeira vez, críticas ao presidente Abdel Fattah al-Sisi. A medida era impensável quando o líder estava à frente do Exército e removeu a Irmandade Muçulmana do poder em 2013.
Atualizado em 21/05/2015 às 12:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
ao publicar, pela primeira vez, críticas ao presidente Abdel Fattah al-Sisi. A medida era impensável quando o líder estava à frente do Exército e removeu a Irmandade Muçulmana do poder em 2013. E os questionamentos ao governo continuam. As publicações também passaram a divulgar relatórios de organizações sobre a existência de prisões secretas e histórias de torturas.
Crédito:Reprodução Imprensa contesta presidente egípcio abertamente
De acordo com o El País , o primeiro jornal a quebrar a proibição às críticas pelos abusos cometidos pelo ministério do Interior foi o jornal al-Dustur . Pouco depois, o al-Masry al-Youm publicou uma série de reportagens sobre os numerosos casos de tortura nas delegacias, bem como condenações por corrupção.
A iniciativa também contou com o Al Ahram , jornal governista que divulgou artigos sobre as acusações de abusos. As reportagens surpreenderam o país, uma vez que todas as publicações se caracterizavam por seu forte apoio ao regime.
O ministério do Interior sempre negou a existência de abusos nas instituições e atribuiu as críticas a um "acerto de contas" pessoal por parte dos diretores de alguns veículos de comunicação. O repórter do al-Dustur foi detido, e Yosri al-Badri, do al-Masry al-Youm, foi chamado para um interrogatório. "Tudo o que escrevemos está documentado. Temos provas de todos os casos por nós mencionado", reforçou al-Badri.
Analistas avaliam que a mudança da imprensa egípcia ocorre pelas divisões dentro do regime. "Por um lado, é certo que por trás dos antigos possa existir uma rixa pessoal. Mas também existe um conflito entre a presidência e o ministério do Interior por conta dos excessos", diz a analista política Nadine Abdallah.
Para as organizações de direitos humanos egípcias, a publicação do relatório que denuncia irregularidades nas prisões é um passo à frente, porém alertam que não servirá se medidas efetivas não forem construídas para resolver esses problemas.
Crédito:Reprodução Imprensa contesta presidente egípcio abertamente
De acordo com o El País , o primeiro jornal a quebrar a proibição às críticas pelos abusos cometidos pelo ministério do Interior foi o jornal al-Dustur . Pouco depois, o al-Masry al-Youm publicou uma série de reportagens sobre os numerosos casos de tortura nas delegacias, bem como condenações por corrupção.
A iniciativa também contou com o Al Ahram , jornal governista que divulgou artigos sobre as acusações de abusos. As reportagens surpreenderam o país, uma vez que todas as publicações se caracterizavam por seu forte apoio ao regime.
O ministério do Interior sempre negou a existência de abusos nas instituições e atribuiu as críticas a um "acerto de contas" pessoal por parte dos diretores de alguns veículos de comunicação. O repórter do al-Dustur foi detido, e Yosri al-Badri, do al-Masry al-Youm, foi chamado para um interrogatório. "Tudo o que escrevemos está documentado. Temos provas de todos os casos por nós mencionado", reforçou al-Badri.
Analistas avaliam que a mudança da imprensa egípcia ocorre pelas divisões dentro do regime. "Por um lado, é certo que por trás dos antigos possa existir uma rixa pessoal. Mas também existe um conflito entre a presidência e o ministério do Interior por conta dos excessos", diz a analista política Nadine Abdallah.
Para as organizações de direitos humanos egípcias, a publicação do relatório que denuncia irregularidades nas prisões é um passo à frente, porém alertam que não servirá se medidas efetivas não forem construídas para resolver esses problemas.





