Após pressões do governo, maior servidor dos EUA bloqueia acesso ao WikiLeaks
Após pressões do governo, maior servidor dos EUA bloqueia acesso ao WikiLeaks
Atualizado em 02/12/2010 às 08:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
O governo dos EUA pressionou o maior servidor de internet do país, a , para interromper o acesso ao site e evitar outros vazamentos de informações que comprometam o país. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , o anúncio da retirada da organização fundada por Julian Assange da Amazon foi feito pelo senador Joe Lieberman.
Mesmo com o bloqueio, o site não saiu do ar, e anunciou que passará a usar servidores europeus. A decisão da Amazon foi tomada quatro dias depois que o WikiLeaks disponibilizou mais de 250 mil documentos sobre os bastidores da diplomacia norte-americana - o "Cablegate". A retirada da página do servidor foi chamada de "censura" pela organização de Assange.
Na última quarta-feira (01/12), o WikiLeaks saiu do ar por cinco horas nos EUA, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo , mas voltou a funcionar normalmente ao final do dia, após migrar para o servidor sueco Bahnhof. O senador Lieberman, que declarou ter pedido pessoalmente à Amazon para bloquear o site, fez um apelo a "qualquer outra companhia ou oganização que esteja abrigando o WikiLeaks a imediatamente encerrar a sua relação com o site".
O vazamento dos documentos sigilosos da diplomacia gerou grande repercussão nos EUA, que acusou o site de ter colocado "em risco vidas de americanos e aliados" do país. O WikiLeaks publicou despachos de embaixadas e consulados, transcrições de conversas entre autoridades, ordens internas e outros registros, que revelam detalhes sobre a pressão feita por alguns países árabes e Israel para que os norte-americanos atacassem o Irã. Além disso, havia ordens para que diplomatas atuassem como espiões em embaixadas pelo mundo e na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).
Além do corte feito pela Amazon, o site iniciou uma campanha para arrecadar doações, que serão usadas para a defesa de seu fundador. Na quarta, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, sigla em inglês) lançou um alerta internacional para seus 188 países membros pedindo a captura de Assange, acusado na Suécia por crimes sexuais.
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Mesmo com o bloqueio, o site não saiu do ar, e anunciou que passará a usar servidores europeus. A decisão da Amazon foi tomada quatro dias depois que o WikiLeaks disponibilizou mais de 250 mil documentos sobre os bastidores da diplomacia norte-americana - o "Cablegate". A retirada da página do servidor foi chamada de "censura" pela organização de Assange.
Na última quarta-feira (01/12), o WikiLeaks saiu do ar por cinco horas nos EUA, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo , mas voltou a funcionar normalmente ao final do dia, após migrar para o servidor sueco Bahnhof. O senador Lieberman, que declarou ter pedido pessoalmente à Amazon para bloquear o site, fez um apelo a "qualquer outra companhia ou oganização que esteja abrigando o WikiLeaks a imediatamente encerrar a sua relação com o site".
O vazamento dos documentos sigilosos da diplomacia gerou grande repercussão nos EUA, que acusou o site de ter colocado "em risco vidas de americanos e aliados" do país. O WikiLeaks publicou despachos de embaixadas e consulados, transcrições de conversas entre autoridades, ordens internas e outros registros, que revelam detalhes sobre a pressão feita por alguns países árabes e Israel para que os norte-americanos atacassem o Irã. Além disso, havia ordens para que diplomatas atuassem como espiões em embaixadas pelo mundo e na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).
Além do corte feito pela Amazon, o site iniciou uma campanha para arrecadar doações, que serão usadas para a defesa de seu fundador. Na quarta, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, sigla em inglês) lançou um alerta internacional para seus 188 países membros pedindo a captura de Assange, acusado na Suécia por crimes sexuais.
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