Após perseguição e assédio, dono de jornal é condenado em Hong Kong por regime chinês
Dono do jornal Apple Daily, principal veículo de imprensa de oposição ao domínio chinês em Hong Kong, o empresário Jimmy Lai foi condenado acinco anos e nove meses de prisão neste sábado (10 dez/22).
Atualizado em 12/12/2022 às 11:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
O empresário também foi proibido de se tornar diretor de qualquer empresa por oito anos e multado em cerca de R$ 1,4 milhão.
Para reduzir as penas, Lai foi obrigado a reconhecer grande parte dos argumentos da promotoria. Oficialmente ele foi considerado culpado por fraude, pois teria quebrado o contrato de aluguel da sede do jornal e usado o imóvel para outra empresa. Crédito: Reprodução Entre defensores da liberdade de imprensa, porém, é consenso que o empresário de mídia foi condenado por ser uma das vozes mais influentes contra a política chinesa em Hong Kong, tendo avalizado a publicação de matérias no Apple Daily denunciando o recrudescimento de práticas repressivas para conter a onda de protestos que varreu a ex-colônia britânica em 2019 e 2020.
Batida policial na redação
Após a cobertura crítica da forma violenta com a qual o governo, sob orientação de Pequim, freou as manifestações populares, o jornal Apple Daily foi fechado em junho de 2021. Naquele mês, depois de seguidos episódios de assédio judicial movidos por autoridades locais, uma batida policial em plena redação descontinuaria de vez o trabalho do veículo e de seus profissionais. O episódio ganhou destaque internacional como mais um símbolo de ataque a veículos de imprensa por regimes autoritários. Além de Lai, outros executivos do jornal foram presos, incluindo Wong Wai-Keung, de 61 anos, que foi condenado a quase dois anos de prisão.
Maya Wang, diretora da Human Rights Watch para a Ásia, com sede em Nova York, pediu a libertação de Lai e expressou preocupação com a deterioração da proteção dos direitos humanos e da liberdade de imprensa em Hong Kong. "O elaborado processo criminal de Pequim contra Jimmy Lai é uma vingança contra um dos principais defensores da democracia e da liberdade de mídia em Hong Kong", disse Wang.
Nesta terça-feira (13 dez/22), o empresário será submetido a outro julgamento, este relacionado a segurança nacional. O processo chegou a ser adiado para que Pequim permitisse que o advogado britânico de Lai, Timothy Owen, trabalhasse no caso.
Para reduzir as penas, Lai foi obrigado a reconhecer grande parte dos argumentos da promotoria. Oficialmente ele foi considerado culpado por fraude, pois teria quebrado o contrato de aluguel da sede do jornal e usado o imóvel para outra empresa. Crédito: Reprodução Entre defensores da liberdade de imprensa, porém, é consenso que o empresário de mídia foi condenado por ser uma das vozes mais influentes contra a política chinesa em Hong Kong, tendo avalizado a publicação de matérias no Apple Daily denunciando o recrudescimento de práticas repressivas para conter a onda de protestos que varreu a ex-colônia britânica em 2019 e 2020.
Batida policial na redação
Após a cobertura crítica da forma violenta com a qual o governo, sob orientação de Pequim, freou as manifestações populares, o jornal Apple Daily foi fechado em junho de 2021. Naquele mês, depois de seguidos episódios de assédio judicial movidos por autoridades locais, uma batida policial em plena redação descontinuaria de vez o trabalho do veículo e de seus profissionais. O episódio ganhou destaque internacional como mais um símbolo de ataque a veículos de imprensa por regimes autoritários. Além de Lai, outros executivos do jornal foram presos, incluindo Wong Wai-Keung, de 61 anos, que foi condenado a quase dois anos de prisão.
Maya Wang, diretora da Human Rights Watch para a Ásia, com sede em Nova York, pediu a libertação de Lai e expressou preocupação com a deterioração da proteção dos direitos humanos e da liberdade de imprensa em Hong Kong. "O elaborado processo criminal de Pequim contra Jimmy Lai é uma vingança contra um dos principais defensores da democracia e da liberdade de mídia em Hong Kong", disse Wang.
Nesta terça-feira (13 dez/22), o empresário será submetido a outro julgamento, este relacionado a segurança nacional. O processo chegou a ser adiado para que Pequim permitisse que o advogado britânico de Lai, Timothy Owen, trabalhasse no caso.





