Após pedir demissão, Orlando Senna nega atrito com diretoria da TV Brasil
Após pedir demissão, Orlando Senna nega atrito com diretoria da TV Brasil
Após deixar o cargo de diretor-geral da EBC, por considerar que o modelo de gestão adotado pela empresa "engessa as instâncias operacionais", o cineasta e escritor Orlando Senna negou, na última quarta-feira (18), ter tido conflitos com o ministro da Comunicação, Franklin Martins, e a diretora presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Tereza Cruvinel.
"A empresa pública não tem mobilidade para responder as necessidades de produção de conteúdo. É confusa em termos de gestão e também não segue um ritmo intenso e veloz", afirmou Senna, na última quarta (18), logo após participar de uma reunião de despedida dos funcionários da EBC, no Rio de Janeiro. "Em nenhum momento bati de frente com o Franklin ou com a Tereza. Nunca houve confronto", disse.
Senna, no entanto, voltou a criticar o atual modelo de gestão da EBC que, em sua avaliação, "esvaziou" suas funções como diretor-geral da empresa, "já que há uma enorme concentração de poder nas mãos da Tereza Cruvinel". "Mas não saio brigado", garantiu.
Depois de oito meses à frente do setor de área audiovisual da EBC, Senna repudiou a orientação do governo federal para dar maior peso ao jornalismo, privilegiado por Franklin Martins e Tereza Cruvinel, em detrimento do setor do qual fazia parte, mas garantiu que não houve briga. "Não existe briga entre jornalismo e cinema. Isso não tem importância nas questões da EBC. Essa história de briga é invenção", afirmou.
Orlando Senna, que ainda não decidiu quais serão seus próximos projetos, defendeu arduamente a isenção da EBC em sues telejornais. Segundo ele, houve uma avaliação de todos os telejornais da EBC desde 2 de dezembro, quando a nova emissora entrou no ar, e ficou constatada a não interferência do governo na programação.
"Foi feito um exame minucioso e nunca houve indício de interferência na EBC. Isso não tem nada a ver com o que estou discutindo e colocando", observou Orlando. Há cerca de dois meses, o jornalista Luiz Lobo, depois de ser demitido da TV Brasil, acusou o governo de interferência e controle na produção jornalística.
Com informações da Agência Estado
Crédito da foto: Divulgação
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