Após Paulo Coelho, Morais descarta biografias de artistas vivos

Após Paulo Coelho, Morais descarta biografias de artistas vivos

Atualizado em 04/06/2008 às 11:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Depois de "O Mago", livro sobre a vida do escritor Paulo Coelho, o biógrafo Fernando Morais não quer mais escrever sobre pessoas que ainda estejam vivas.

"É claro que você cria um laço afetivo. Por isso, nunca mais quero fazer biografias de gente viva", disse ele na última terça-feira (3), em uma entrevista a jornalistas transmitida pela Internet.

Até então, Morais só havia se debruçado sobre a história de artistas mortos, como Olga Benário Prestes e Assis Chateaubriand.

"Sempre tive muita curiosidade de saber quem é que estava debaixo da pele do brasileiro que mais vendeu livros no mundo e que é hoje o único autor com mais obras traduzidas do que William Shakespeare", disse Morais, para quem o sucesso do "mago", que nunca agradou a crítica brasileira, é motivo de inveja.

"O Mago" foi lançado no último fim de semana pela editora Planeta e, segundo Morais, vendeu 10 mil exemplares só no primeiro dia. A editora planeja lançar a obra em 40 países.

O grande atrativo para tantos compradores é a promessa de detalhes sórdidos e inéditos da vida de Paulo Coelho, retirados de um baú que o testamento do escritor mandava que fosse incinerado após sua morte.

Fernando Morais contou ainda que já recebeu quatro propostas de adaptação de "O Mago" para o cinema, mas que não deseja se envolver diretamente com a produção do filme. "Não sou um homem de cinema. Pedi para que minha agente cuidasse disso pra mim".

Segundo o biógrafo, Paulo Coelho não fez nenhuma censura a seu trabalho e não leu o livro antes de sua publicação. "Estou ansioso. Ele recebeu o livro ontem (segunda-feira, 2) e ainda não deu notícias. Espero que ele goste", disse.

Com informações da Reuters

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