Após oito anos, jornalista acusado de vazar segredos de Estado é libertado na China
No último sábado (7/9), o grupo pró-liberdade de expressão PEN International, declarou que o jornalista Shi Tao , acusado de vazar documentos de Estado para o exterior, foi solto quinze meses antes do fim de sua sentença de dez anos.
De acordo com a Reuters, o grupo se defendeu da acusação argumentando que tinha que se submeter às leis locais. Um ativista chinês, em contato com Shi, confirmou que ele foi solto há uma semana. O ativista, que pediu para não ser identificado e disse que, no momento, o jornalista não daria entrevistas.
"Celebramos a notícia da libertação antecipada de Shi Tao, num momento em que parece que há sombras cada vez maiores sobre a liberdade de expressão na China", disse em comunicado Marian Botsford Fraser, representante do PEN.
A condenação de Shi foi baseada num e-mail enviado por ele a um site de Nova York com detalhes de restrições à imprensa em razão do aniversário da repressão contra as manifestações pró-democracia de 1989 na China.
O grupo PEN afirmou que Shi "foi tratado relativamente bem na prisão nos últimos anos, que ele escreveu muitos poemas, incluindo um escrito depois que ele soube que Liu Xiaobo havia recebido o Nobel".
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