Após morte de jornalista, entidades consideram México o pior país para exercer a profissão

Após morte de jornalista, entidades consideram México o pior país para exercer a profissão

Atualizado em 05/11/2009 às 13:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Entidades ligadas ao jornalismo criticaram o assassinato do jornalista mexicano Bladimir Antuna Garcia, especializado em cobertura policial. Na última segunda-feira (2), ele foi encontrado morto em Durango, ao norte do México.

Repórter de polícia do jornal El Tiempo , Garcia foi vítima de "asfixia por estrangulamento", embora houvessem no corpo ferimentos de tiro do crânio e abdome.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), o Instituto Internacional de Imprensa (IPI) e a Fundação para Liberdade de Expressão (Fundalex) se manifestaram contra o crime, e afirmaram que a falta de segurança coloca o México no topo da lista das nações mais perigosas para se exercer o jornalismo.

De acordo com o IPI, morreram este ano no México mais jornalista que na Somália, que vive uma guerra civil. Já a RSF declarou que o assassinato de Garcia era evitável, pois ele já havia denunciado várias ameaças de morte.

Em entrevista à agência de notícias Efe, Darío Ramírez, diretor da ONG Artigo 19 no México, disse que "o silêncio e a falta de atitude dos governos estaduais e federal é o que mais preocupa".

Os profissionais da imprensa devem enfrentar uma "autoridade que não aceita críticas nem o trabalho jornalístico" e o "fogo cruzado" da guerra contra o narcotráfico, declarou Ramírez. Para outros repórteres da região, o crime foi uma "advertência a todos os outros, ainda que as autoridades subestimem e minimizem", informou o La Jornada .

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