Após mais um repórter assassinado, AMLO reconhece que fazer jornalismo no México tem sido "ato heroico"

Correspondente do jornal El Mundo de Vera Cruz na região de Tezonapa, o repórter mexicano Julio Valdivia, de 41 anos, foi encontrado decapitado nesta quarta (9), perto de uma linha de trem.

Atualizado em 10/09/2020 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.


Novo símbolo da grave crise de segurança pública que se acentua no México a cada dia, o assassinato de Valdivia vem gerando uma onda de indignação.

Bastante criticado por entidades que atuam na proteção a jornalistas e na defesa da liberdade de imprensa, o presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO) cobrou publicamente a prisão dos autores do crime e reconheceu que fazer jornalismo no México tem sido um "ato heroico".
Crédito:Reprodução El mundo de Vera Cruz
Valdivia é o quinto jornalista assassinado no México somente em 2020. Com mais de 100 jornalistas assassinados desde 2000, o México é um dos países mais perigosos para profissionais de imprensa. Além disso, o país exibe um dos piores índices globais de elucidação desse tipo de crime: menos de 10%.
Ana Laura Pérez, presidente da Comissão para a Atenção e Proteção dos Jornalistas de Veracruz, explicou que Valdívia cobria a área de segurança pública e que sua morte pode ter ocorrido em função de seu trabalho jornalístico acerca da atuação de grupos criminosos.
Na terça (8) o jornalista cobriu um confronto entre policiais e bandidos no município de Cosolapa.