Após julgamento ser adiado quatro vezes, acusados de matar radialista são condenados em Goiânia
Após adiamentos do julgamento devido à pandemia e a manobras protelatórias dos advogados de defesa, quatro dos cinco acusados de planejarem e executarem o homicídio a tiros do radialista Valério Luiz foram enfim condenados nesta quinta-feira (10 nov/22), em Goiânia (GO).
Atualizado em 11/11/2022 às 11:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
O crime aconteceu no dia 5 de julho de 2012, quando o comentarista esportivo saía da rádio em que trabalhava na cidade.
Apontado como mandante do assassinato, Mauricio Sampaio foi condenado a 16 anos de prisão. Urbano de Carvalho Malta, acusado de contratar o policial militar Ademá Figueredo para cometer o homicídio, foi condenado a 14 anos de prisão. Apontado como autor dos disparos, Figueiredo foi condenado a 16 anos de prisão. Já Marcus Vinícius Pereira Xavier, que teria ajudado os demais a planejar o homicídio, foi condenado a 14 anos de prisão. Crédito: Reprodução Lance Presidente do Atlétido-GO na época do crime, Mauricio Sampaio foi condenado como mandante do assassinato a tiros Acusado de ter ajudado no planejamento do assassinato e também de ter atrapalhado as investigações, Djalma Gomes da Silva foi absolvido. A promotoria vai recorrer desta decisão.
Objetivo era calar a vítima
De acordo com a decisão do júri, Maurício Sampaio premeditou o crime com o propósito de calar a vítima. Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, o assassinato foi motivado pelas críticas do radialista ao Atlético-GO, time do qual Maurício Sampaio era vice-presidente.
O julgamento durou três dias. Dentre as testemunhas de defesa, foi ouvido o jornalista Joel Datena, que tinha Ademá Figueiredo como segurança. Também falaram em defesa dos réus Adson batista, atual presidente Executivo do Atlético-GO, e Marcos Egídio, advogado do clube.
Por sua vez, a promotora Renata Marinho, em sua fala de acusação, contou aos jurados que o réu Maurício Sampaio ofereceu R$15 mil para Valério Luiz ser demitido do trabalho na época do crime. "Maurício Sampaio já tinha comportamentos de que não aceitava ser contrariado. Ele brigava e reagia de forma violenta."
A defesa sustentou que quem apontou Maurício Sampaio como mandante do assassinato foi o pai de Valério Luiz, Manoel de Oliveira. “Manoel de Oliveira, pai de Valério, sem absolutamente nada, sem elementos, baseado sabe-se lá em que, (...) sustentou que teria sido Maurício Sampaio quem matou”, disse a defesa, que também levantou a possibilidade de manipulação das provas que foram apresentadas no processo, mostrando uma foto da delegada Adriana Ribeiro, que investigou o caso, abraçada a Valério Luiz Filho e Manoel de Oliveira.
Antes da realização do júri popular, o julgamento dos acusados de matar o radialista foi adiado quatro vezes. O último adiamento ocorreu em junho de 2022.





