Após invasão à sala de imprensa do Maracanã, organização da Copa anuncia ajustes no RJ

A organização do evento anuncia ajustes operacionais no entorno do estádio do Maracanã e diz que avaliações sobre procedimentos são rotineir

Atualizado em 20/06/2014 às 13:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Diante da invasão de torcedores ao Centro de Mídia do Maracanã, na última quarta-feira (18/6), poucos minutos antes da partida entre Chile x Espanha, a organização da Copa do Mundo no Rio de Janeiro deverá sofrer mudanças nos próximos jogos na cidade-sede.

Em entrevista coletiva concedida à imprensa, o secretário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues, disse que estão sendo avaliados ajustes em torno do estádio do Maracanã. “As correções já serão feitas no próximo jogo”, disse Rodrigues. Bélgica e Rússia jogam no Maracanã neste domingo (22/6).
Crédito:Tomaz Silva/ AgBr Torcedores comemoram vitória do Chile contra a Espanha no Maracanã O plano de segurança nas arenas da Copa do Mundo prevê que os agentes privados (stewards) são responsáveis pela operação nos portões e dentro dos estádios, mas podem acionar a segurança pública em caso de necessidade. As ações são coordenadas nos Centros de Comando regionais e nacionais. O gerente geral de segurança do Comitê Organizador Local (COL), Hilario Medeiros, afirmou que na partida entre Espanha e Chile, o contingente foi de mais de mil stewards e que as ações para deter os torcedores chilenos ocorreram sem violência.

A atuação em conjunto entre os setores públicos e privados de segurança foi elogiada pelo secretário. “O procedimento operacional foi adotado. Fizeram a contenção, sem violência, e as autoridades públicas trabalharam muito bem. O problema ocorreu, mas os planos de contingência foram aplicados e o problema contornado. Todos envolvidos estão trabalhando para que fatos como esse não voltem a ocorrer”, declarou Rodrigues.

O executivo lembrou ainda que os torcedores envolvidos na invasão foram detidos e têm até 72 horas para deixar o Brasil. Em nota, a Polícia Federal confirmou a informação passada pelo secretário, ressaltando que notificará “os 85 indivíduos” e que tais medidas estão respaldadas no Estatuto do Estrangeiro.