Após governo cogitar rodízio, repórter da "Folha" faz teste e passa cinco dias sem água

Ivan Finotti, editor de "Ilustrada", criou estratégias para driblar a crise

Atualizado em 09/02/2015 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

O repórter Ivan Finotti, editor do caderno "Ilustrada", na Folha de S.Paulo , decidiu antecipar o rodízio cogitado pelo governo, no qual o paulistano pode ficar cinco dias sem água. Em publicada no último domingo (8/2), ele relata como foi a experiência.
Segundo o jornalista, o primeiro dia foi o de acumular água. Ele encheu quatro panelas, duas bacias e seu único balde. Comprou dois galões de 6,25 litros, esvaziou o coletor de lixo reciclável e também o preencheu. Crédito:Reprodução/TV Folha Ivan Finotti resolveu encarar cinco dias sem água em casa

"Como tinha sido avarento no acúmulo, não tive medo da seca. Mas lavar as mãos na bacia e escovar os dentes com copinho foram de um desconforto milenar", relata Finotti, que também aproveitou os dias que foi à academia e tomou banho lá mesmo.
Inspirado no filme "Os Trapalhões nas Minas do Rei Salomão", Finotti fez um chuveiro com um balde e o enganchou no alto do chuveiro. A experiência não foi tão bem sucedida. Os furos ficaram grandes demais e o líquido vazou em oito segundos. "Fui dormir com uma espécie de casca seca de sabonete no corpo", conta.
No quinto e último dia, Finotti relata ter tido vontade de cancelar a matéria. "Caíram o que me pareciam duas tempestades no centro de São Paulo. O sistema Cantareira teve três altas consecutivas e me senti um tanto desmoralizado", brinca.
Para o último banho, o repórter teve outra ideia. Posicionou um regador ao topo do chuveiro para puxar para baixo, de forma que uma ducha se formasse sobre sua cabeça. E deu certo. "Sucesso! Foi bastante simples, e recomendo fazer isso em casa quando nossa terra estiver ainda mais próxima do futuro pós-apocalíptico de Mad Max", finaliza.