Após fuga de anunciantes, agências gaúchas acreditam no mercado regional

As agências localizadas fora do eixo sudeste reclamam que muitas vezes investem em grandes clientes e acabam perdendo para outros estados. Valdir Loeff, presidente da SLM Comunicação, destaca que "como todos os mercados periféricos em Porto Alegre vivemos a fuga de grandes contas que se posicionam em nossa região e vão embora para São Paulo".

Atualizado em 17/08/2011 às 11:08, por Luiz Gustavo Pacete.

Apesar dessa migração, Loeff ressalta que o mercado se mantém equilibrado. O auge de mudanças de contas para São Paulo foi em 1990, quando as agências locais perderam muitos clientes que transferiram suas decisões de mídia.

O executivo acredita que Porto Alegre continuará sendo um mercado exportador de talentos criativos. Eugênio Lumertz, diretor de planejamento da SLM, reforça que o Rio Grande do Sul ainda tem dificuldades em vender marcas e produtos. "Pelo fato de as comunicações das empresas estarem voltadas para o B2B (comunicação feita somente entre empresas), isso acaba prejudicando o trabalho das agências".
Rosana de Oliveira, diretora de mídia, destaca que a concorrência em TV no mercado gaúcho reflete o que acontece no Brasil. "Temos sérios problemas com emissoras que localmente possuem péssima qualidade, mas quando vão para suas afiliadas elevam o nível. Um grande problema. Por isso tentamos agir com o máximo de transparência com nossos clientes", comenta.
Para Airton Rocha, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap - RS) e sócio da Martins Andrade, o mercado gaúcho possui uma forte identidade e as marcas estaduais devem ser tratadas com o conhecimento e a técnica que os anunciantes demandam. "Já vi muitas vezes matérias feitas por agências de fora que lidavam com estereótipos e não foram bem sucedidas. Por isso, é muito importante que os aspectos culturais sejam respeitados, mas sem clichês.

Leia mais: