Após EUA, França pressiona servidores para não hospedar WikiLeaks
Após EUA, França pressiona servidores para não hospedar WikiLeaks
Atualizado em 03/12/2010 às 13:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
O site WikiLeaks não poderá usar servidores da França para operar no país. O ministro da Indústria francês, Eric Besson, declarou que as empresas francesas não podem hospedar páginas da web consideradas criminosas em outros países, segundo informou a Folha.com.
Na última quarta-feira (02), o maior servidor dos EUA, Amazon Web Services, cedeu a pressões do governo norte-americano para impedir o acesso ao site fundado por Julian Assange. Na data, o WikiLeaks ficou cinco horas fora do ar, mas voltou a operar normalmente após anunciar que usaria serviços de empresa europeias.
Entre os servidores que passaram a hospedar o site após o bloqueio da Amazon foi o francês OVH. Em carta endereçada ao Conselho Geral da Indústria, Energia e Tecnologias (CGIET) da França, Besson classificou como inaceitável o fato de empresas de tecnologia hospedarem "sites que violam o segredo das relações diplomáticas e colocam em perigo pessoas protegidas pelo sigilo diplomático".
Além disso, o ministro pede aos especialistas do CGIET para banir o WikiLeaks do país. "Eu peço que me indiquem o mais rápido possível quais medidas podem ser tomadas para garantir que este site da internet não seja mais hospedado na França", declarou.
O wikileaks.org também não pode mais ser acessado no Brasil. Segundo o jornal The Guardian , o site foi retirado do ar na madrugada desta sexta (03). Porém, quem acessar pelo endereço wikileaks.ch será direcionado para uma página cujo permite o acesso ao site antigo, hospedado por um servidor da Suécia.
No último domingo (28), a organização de Assange divulgou mais de 250 mil documentos secretos que detalhavam os bastidores da diplomacia dos EUA. Entre os arquivos publicados pelo site, estão despachos de embaixadas e consulados, transcrições de conversas entre autoridades, ordens internas e outros registros, que revelam pedidos de países aliados dos norte-americanos para atacar o Irã, e, até mesmo, espionagem de integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ainda nesta semana, Assange entrou para a lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, sigla em inglês). A Interpol enviou uma ordem de captura do fundador do WikiLeaks, acusado pela Justiça da Suécia de cometer crimes sexuais.
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Na última quarta-feira (02), o maior servidor dos EUA, Amazon Web Services, cedeu a pressões do governo norte-americano para impedir o acesso ao site fundado por Julian Assange. Na data, o WikiLeaks ficou cinco horas fora do ar, mas voltou a operar normalmente após anunciar que usaria serviços de empresa europeias.
Entre os servidores que passaram a hospedar o site após o bloqueio da Amazon foi o francês OVH. Em carta endereçada ao Conselho Geral da Indústria, Energia e Tecnologias (CGIET) da França, Besson classificou como inaceitável o fato de empresas de tecnologia hospedarem "sites que violam o segredo das relações diplomáticas e colocam em perigo pessoas protegidas pelo sigilo diplomático".
Além disso, o ministro pede aos especialistas do CGIET para banir o WikiLeaks do país. "Eu peço que me indiquem o mais rápido possível quais medidas podem ser tomadas para garantir que este site da internet não seja mais hospedado na França", declarou.
O wikileaks.org também não pode mais ser acessado no Brasil. Segundo o jornal The Guardian , o site foi retirado do ar na madrugada desta sexta (03). Porém, quem acessar pelo endereço wikileaks.ch será direcionado para uma página cujo permite o acesso ao site antigo, hospedado por um servidor da Suécia.
No último domingo (28), a organização de Assange divulgou mais de 250 mil documentos secretos que detalhavam os bastidores da diplomacia dos EUA. Entre os arquivos publicados pelo site, estão despachos de embaixadas e consulados, transcrições de conversas entre autoridades, ordens internas e outros registros, que revelam pedidos de países aliados dos norte-americanos para atacar o Irã, e, até mesmo, espionagem de integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ainda nesta semana, Assange entrou para a lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, sigla em inglês). A Interpol enviou uma ordem de captura do fundador do WikiLeaks, acusado pela Justiça da Suécia de cometer crimes sexuais.
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