Após entrevista ao Estadão, ministro da Educação pode ser investigado por homofobia

Publicada no jornal O Estado de São Paulo nesta quinta (24), uma entrevista do ministro da Educação, Milton Ribeiro, será usada por parlamentares para solicitar investigação por crime de homofobia.

Atualizado em 24/09/2020 às 17:09, por Redação Portal IMPRENSA.


A entrevista foi concedida à jornalista Jussara Soares, que atua na sucursal de Brasília do jornal. Nela, Ribeiro, que é pastor presbiteriano, insinua que jovens se tornam homossexuais em consequência de “famílias desajustadas”. Crédito:Dida Sampaio/Estadão Conteúdo O ministro também afirmou que “não concorda” com quem "opta por ser homossexual” e condenou o debate sobre questões de gênero nas escolas.
Primeiro senador assumidamente homossexual do país, Fabiano Contarato (Rede-ES) anunciou no Twitter que irá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para que investigue o ministro por crime de homofobia.
“Trata-se de um ministro da Educação homofóbico, que violenta criminosamente os princípios de respeito e a igualdade entre as pessoas consagrados na Constituição Federal. Meu repúdio, como homossexual e como cidadão, é absoluto a esse ataque preconceituoso, medieval e sórdido, que exige reação imediata de todas as instituições democráticas”, afirmou Contarato.
Em sua fala, o ministro disse: “Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí”.