Após dois anos, caso Santiago Andrade ainda aguarda julgamento

O caso do cinegrafista da Band, Santiago Andrade, morto em fevereiro de 2014, após ser atingido na cabeça por um rojão, enquanto cobria um p

Atualizado em 08/09/2016 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Após dois anos, caso Santiago Andrade ainda aguarda julgamento

rotesto contra o aumento da passagem de ônibus no Rio de Janeiro (RJ) ainda aguarda julgamento.
Crédito:Divulgação Santiago Andrade foi morto após ser atingido na cabeça por um rojão durante ato no RJ
Segundo a Folha de S.Paulo , o Ministério Público recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O órgão quer que os responsáveis sejam julgados por homicídio doloso (intencional) triplamente qualificado - por motivo torpe, sem possibilidade de defesa e com explosivos -, que prevê júri popular e pena de 12 a 30 anos de cadeia.
O ministro Jorge Mussi está desde 19 de julho com o processo concluso, sem data prevista para julgamento. Os acusados, Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, ambos de 24 anos, foram detidos após a morte do cinegrafista, mas liberados em março do ano passado.
Mussi deve decidir se Souza e Raposo responderão por homicídio doloso ou não. Depois, o caso deve recomeçar em primeira instância. A defesa argumenta que a dupla não teve a intenção de matar Santiago e, por isso, os dois não poderiam ser julgados por homicídio doloso.
Santiago Andrade completaria 52 anos na última segunda-feira (5/9). A mulher dele, Arlita Andrade, afirmou estar indignada com a liberdade dos acusados. Ela reforça que ambos sabiam do potencial ofensivo do rojão e assumiram o risco. "Se usaram rojão para atingir um policial, tinham intenção de fazer o que fizeram. O que deu errado foi que atingiram um inocente", declarou.
Crítica
A filha do cinegrafista, Vanessa Andrade, criticou o ator e colunista da Folha , Gregório Duvivier por sua em que diz que "'black blocs' em geral têm 12 anos, espinhas e mochila cheia de roupa preta e remédios para acne".
"Eu prefiro acordar nesse dia 6 - um dia depois do aniversário do meu pai e da publicação de um certo artigo - e pensar como Gregório Duvivier. Pra ele Santiago Andrade não existe, não morreu", escreveu ela em um post no .
"Eu tô aqui, Gregório, lembrando bem do sangue de Santiago Andrade nas mãos, sentindo as feridas com meus dedos e revivendo um rosto tão alegre deformado por um rojão. Uma bomba atirada pelos black blocs, esses aí que você defende", acrescentou.
Duvivier alegou que talvez tenha sido mal interpretado e que seu objetivo era denunciar a violência policial e criticar a Folha e setores da sociedade que "aplaudem e até pedem mais repressão" à polícia. "Eu não disse que os assassinos do Santiago eram inocentes. Eu estou falando de violência da polícia, que mata milhares de Santiagos por dia nas periferias", respondeu.