Após documentário, jornalista investigativo lança livro sobre a "Charlie Hebdo"

Em entrevista à BBC, o jornalista investigativo Dennis Robert, comentou sobre a rejeição em massa que se seguiu ao ataque à revista francesa

Atualizado em 10/11/2015 às 13:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Charlie Hebdo este ano. "Foi uma reação saudável e espontânea. E não foi apenas um ato político, mas também de humanidade pura", disse.
Crédito:Wikimedia commons Jornalista fala sobre atentado à revista "Charlie Hebdo"
Robert afirmou que agora é hora de pensar e considerar o papel de cada um na medida em que a revista se tornou um meio para que todos tomassem como uma bandeira na defesa da liberdade de expressão. O pensamento do jornalista também é descrito no livro "Mohicans", que ele acaba de publicar pela editora Julliard. Robert também é responsável pelo documentário "Cavanna, même pas mort", que retrata a revista sob a direção de François Cavanna, que morreu há um ano. O objetivo da produção é prestar uma homenagem ao profissional, um dos fundadores da publicação satírica.
O filme, entretanto, também mostra que a redação do jornal não era tão unida quanto parecia à época do atentado. O foco das desavenças seria a criação e o registro da marca Charlie Hebdo . Roberts acredita que a revista, que foi criticada tantas vezes como racista e anti-Islã, hoje é "menos incisiva" quando fundada por Cavanna.