Após demissão coletiva, jornalistas do "Le Monde" debatem futuro do jornal

Renúncia é inédita nos 70 anos de história da publicação.

Atualizado em 08/05/2014 às 09:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quarta-feira (8/5), jornalistas do diário francês Le Monde resolveram dar uma semana para tentar negociar e conseguir mudanças depois do pedido de demissão de sete de seus 11 redatores-chefe. A
Crédito:Reprodução Jornalistas tentam negociar mudanças na direção do veículo
De acordo com a EFE, os grupos que representam a equipe da edição em papel e da digital haviam denunciado "uma perda global de confiança na direção do rotativo" e solicitaram "uma direção coletiva e funcional" que ouvisse "de verdade" seus funcionários.
"Há vários meses, enviamos várias mensagens para alertar das graves disfuncionalidades, da ausência de confiança e de comunicação com a direção do jornal", dizia a carta dos profissionais que decidiram deixar o Le Monde .
O início do impasse está no desacordo sobre a fórmula para a edição em papel prevista com a chegada em março de 2013 de Natalie Nougayrède à direção, após a morte de Erik Izraelewicz, vítima de um infarto.
O diário planejava promover o fechamento de 57 cargos da redação em papel e alterar sua redistribuição interna, em especial na seção digital, onde não seria renovado para os funcionários que possuem contrato temporário.
Na época em que assumiu o comando do jornal, Nougayrède havia sido apoiada por 79,98% da redação. Ela se tornou a primeira a tomar decisões para o Le Monde . Cécile Prieur, François Grump e Nabil Wakim estão entre os funcionários que pediram demissão.