Após deixar a "Folha", Xico Sá terá coluna semanal na versão brasileira do "El País"

De volta às crônicas, ele escreverá sobre política, futebol e amor

Atualizado em 02/03/2015 às 09:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Após deixar o jornal Folha de S.Paulo , em outubro de 2014, o jornalista e escritor cearense Xico Sá estreará na próxima sexta-feira (6/3) sua coluna semanal no El País Brasil . .

Crédito:Divulgação Jornalista abordará temas como política, futebol e amor em sua nova coluna
Segundo a publicação, doses de humor e irreverência são marcas registradas do jornalista. "Esse olhar versátil o tornou querido do público masculino e feminino, que se identifica com textos em que pode tratar da “suruba eleitoral” brasileira, com sua profusão de partidos, até o coração partido de um homem quando seu time é derrotado", diz o texto de Carla Jiménez, editora da publicação.

Às vésperas das eleições, Xico decidiu deixar a Folha após o jornal não publicar um texto em que questionava a timidez das publicações na hora de tomar posições políticas e declarava apoio à presidente Dilma Rousseff. "Fui usado pelos dois lados", afirmou o jornalista.

Xico, que já publicou 12 livros, continuará falando de futebol no programa "SporTV" e com suas participações no programa "Saia Justa", na GNT. O cronista revela animação para retornar à escrita. “Estou ansioso para explorar vários assuntos. Quero juntar reportagem e crônica, escrever sobre assuntos que vou presenciar. Estou sonhando com isso”.
Em à publicação, o jornalista comentou sobre sua saída do jornal, seu período sabático e como pretende conduzir a nova coluna. Xico destacou ainda que não se arrepende de seu voto declarado.
"Eu cobri política por 20 anos. Conheço muito o comportamento de todos os partidos que estão no poder hoje, os personagens, as plataformas das três principais siglas. Nunca me iludi com eles. E como repórter, sei como funciona. Desde que eu me entendo como jornalista", explicou.
O escritor reiterou que o artigo vetado na Folha tinha o objetivo principal de chamar a alertar para a falta de isenção dos jornais. "Eu dizia que devia-se tomar a via dos jornais americanos de declarar candidato. Mas aquilo virou paixão, e virou a abertura do voto. Era o que interessava a todo mundo. Dos dois lados, quem votava a favor ou contra a Dilma. Diminuiu a importância do texto", conclui.