Após declaração de Lula, entidades ressaltam papel da imprensa na democracia

Após declaração de Lula, entidades ressaltam papel da imprensa na democracia

Atualizado em 23/10/2009 às 08:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Agência Brasil
Presidente Lula
Representantes de entidades jornalísticas criticaram recente declaração do presidente Lula que,em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo , afirmou que o "papel da imprensa não é fiscalizar o poder, mas é informar". A Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), instituições de âmbito nacional, classificaram a afirmativa de Lula como "infelicidade" e "equívoco".

"O presidente Lula está equivocado. Além de informar, que é uma de suas funções, a imprensa tem o clássico papel de investigar e presta excelentes serviços em todos os países em que exerce também esta função", disse o diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira.

Na afirmação, Lula argumentou que o Brasil já possui órgãos responsáveis pelo monitoramento do Estado, como o Tribunal de Contas da União (TCU). Para o presidente da Fenaj, Sérgio Murillo, o panorama brasileiro atual, que envolve corrupção e pobreza, não isenta a imprensa dessa prerrogativa fiscalizatória.

"Pobre da nação em que não há investigações de jornais e jornalistas (...) Sempre tenho dito que, enquanto os representantes políticos reclamarem da imprensa, estamos fazendo nosso papel - e eles o deles. Mas, quando há muitos elogios, algum problema há", declarou Murillo.

A posição do presidente da Fenaj é apoiada pelo diretor da ABI, Jesus Chediak. Segundo ele, por questão de demanda, a liberdade de imprensa e o direito à informação exercem papel fundamental na sociedade brasileira. "O jornalismo investigativo é fundamental e os grandes repórteres também. São pessoas importantíssimas dentro da sociedade", disse Chediak.

Por sua vez, Murillo reconhece que a imprensa comete equívocos e abusos no monitoramento do poder público. Porém, segundo ele, as falhas são "exceções que não justificariam abrir mão dessa função que nós exercemos com bastante competência". A informação é do jornal O Estado de S.Paulo .

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