Após decisão do STF, Piauí publica versão ampliada de matéria sobre caso Melhem
Após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ter derrubado, no fim de janeiro, uma decisão de agosto de 2021, da 20ª Var
Atualizado em 15/02/2022 às 14:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ter derrubado, no fim de janeiro, uma decisão de agosto de 2021, da 20ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que proibia a revista Piauí de citar o humorista Marcius Melhem em suas reportagens, o veículo publicou nesta segunda-feira (14) uma versão atualizada e ampliada de uma matéria com novas acusações de assédio sexual e moral contra o artista.
"Nos 172 dias em que a publicação da reportagem ficou proibida, houve novos desdobramentos do caso Melhem, que estão contemplados na versão que segue", diz nota introdutória da reportagem "O cerco", que é assinada por João Batista Jr.
Crédito: Reprodução
O jornalista também assinou, em dezembro de 2020, a reportagem "O que mais você quer, filha, para calar a boca?". Além de acusações da também humorista Dani Calabresa contra Melhem, a matéria trouxe 43 depoimentos, incluindo de outras pessoas que afirmam ter sido vítimas de assédio sexual e moral do humorista.
Após a publicação, o artista ingressou na Justiça solicitando o impedimento da publicação pela Piauí de qualquer nova referência ao tema.
Sigilo judicial Ao aquiescer com a tese dos advogados de Melhem que pedia censura prévia ao veículo, a juíza Tula Corrêa de Mello, da da 20ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, argumentou que a revista Piauí violou o sigilo do processo judicial na apuração da reportagem.
Uma das entidades que manifestaram-se contra a proibição à revista, a Associação de Jornalismo Digital (Ajor) celebrou a publicação pelo veículo da versão ampliada da reportagem. "Viva a liberdade de imprensa", disse Guilherme Alpendre, vice-presidente da entidade.
"Nos 172 dias em que a publicação da reportagem ficou proibida, houve novos desdobramentos do caso Melhem, que estão contemplados na versão que segue", diz nota introdutória da reportagem "O cerco", que é assinada por João Batista Jr.
Crédito: Reprodução
O jornalista também assinou, em dezembro de 2020, a reportagem "O que mais você quer, filha, para calar a boca?". Além de acusações da também humorista Dani Calabresa contra Melhem, a matéria trouxe 43 depoimentos, incluindo de outras pessoas que afirmam ter sido vítimas de assédio sexual e moral do humorista.
Após a publicação, o artista ingressou na Justiça solicitando o impedimento da publicação pela Piauí de qualquer nova referência ao tema.
Sigilo judicial Ao aquiescer com a tese dos advogados de Melhem que pedia censura prévia ao veículo, a juíza Tula Corrêa de Mello, da da 20ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, argumentou que a revista Piauí violou o sigilo do processo judicial na apuração da reportagem.
Por sua vez, Gilmar Mendes citou doze decisões nas quais o STF determinou que a censura prévia à imprensa é uma violação da Constituição.
Uma das entidades que manifestaram-se contra a proibição à revista, a Associação de Jornalismo Digital (Ajor) celebrou a publicação pelo veículo da versão ampliada da reportagem. "Viva a liberdade de imprensa", disse Guilherme Alpendre, vice-presidente da entidade.





