Após críticas de feministas, Ambev vai alterar campanha de carnaval da Skol
Para ativistas, slogan "esqueci o não em casa" estimularia clima permissivo e perigoso para mulheres
Atualizado em 12/02/2015 às 11:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
A mais recente ação de carnaval da marca de cerveja Skol não agradou algumas mulheres da cidade de São Paulo (SP). Elas apontaram nas redes sociais que a propaganda poderia ser um estímulo ao estupro. Intitulada "Viva RedONdo", a campanha traz frases como "esqueci o 'não' em casa" e "topo antes de saber a pergunta", no intuito de promover um clima mais "permissivo" durante a folia.
Crédito:Reprodução/Facebook Ambev cede apelo de feministas e diz que vai mudar a campanha
De acordo com o jornal O Globo , alguns grupos feministas fizeram uma intervenção bem-humorada nos cartazes espalhados pelas ruas com as inscrições "esqueci o 'não' em casa... e trouxe o nunca". As responsáveis pela iniciativa acreditam que o principal erro da marca foi utilizar o "não", palavra de ordem de muitas campanhas do movimento feminista, em um contexto oposto.
"É uma palavra forte em diversas campanhas, não só para mulheres. Tem também o 'não' para as drogas, o 'não' para dirigir bêbado, o 'não' para transar sem camisinha", defendeu a autora da publicação no , Pri Ferrari.
Após as críticas, a Ambev, proprietária do rótulo, afirmou que alterará a propaganda e pediu desculpas pela possibilidade de "entendimento dúbio". A empresa também contatou a ativista e informou que faria uma força tarefa durante a noite para retirar a campanha das ruas.
"Por respeito à diversidade de opiniões, substituiremos as frases atuais por mensagens mais claras e positivas, que transmitam o mesmo conceito. Repudiamos todo e qualquer ao de violência seja física ou emocional e reiteramos o nosso compromisso com o consumo responsável", disse a Ambev, em nota ao O Globo .
Crédito:Reprodução/Facebook Ambev cede apelo de feministas e diz que vai mudar a campanha
De acordo com o jornal O Globo , alguns grupos feministas fizeram uma intervenção bem-humorada nos cartazes espalhados pelas ruas com as inscrições "esqueci o 'não' em casa... e trouxe o nunca". As responsáveis pela iniciativa acreditam que o principal erro da marca foi utilizar o "não", palavra de ordem de muitas campanhas do movimento feminista, em um contexto oposto.
"É uma palavra forte em diversas campanhas, não só para mulheres. Tem também o 'não' para as drogas, o 'não' para dirigir bêbado, o 'não' para transar sem camisinha", defendeu a autora da publicação no , Pri Ferrari.
Após as críticas, a Ambev, proprietária do rótulo, afirmou que alterará a propaganda e pediu desculpas pela possibilidade de "entendimento dúbio". A empresa também contatou a ativista e informou que faria uma força tarefa durante a noite para retirar a campanha das ruas.
"Por respeito à diversidade de opiniões, substituiremos as frases atuais por mensagens mais claras e positivas, que transmitam o mesmo conceito. Repudiamos todo e qualquer ao de violência seja física ou emocional e reiteramos o nosso compromisso com o consumo responsável", disse a Ambev, em nota ao O Globo .





