Após críticas à violência policial, Folha e chargistas são interpelados na Justiça
Folha de S. Paulo e os cartunistas Laerte, João Montanaro, Alberto Benett e Claudio Mor estão sendo interpelados na Justiça
Atualizado em 15/06/2020 às 11:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Após a publicação de cinco charges críticas à violência policial, o jornal .
As charges foram publicadas em dezembro de 2019, após a ação policial que deixou nove mortos em Paraisópolis, São Paulo.
Segundo a Folha, seis meses depois, uma Associação de Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar, Defenda PM, entrou na Justiça com pedido de esclarecimento criminal para o Grupo Folha e os artistas.
"Considerei uma interpelação impertinente, autoritária e decodificada de lógica", afirma o advogado Luís Francisco de Carvalho Filho, que representa o jornal. "A intenção de quem faz isso é intimidar a imprensa".
A Defesa da PM foi questionada pela reportagem da Folha sobre como motivar o pedido de esclarecimento criminal seis meses depois da publicação das acusações, sobre o potencial intimidatório da medida, comprometendo a liberdade de imprensa e expressão, e sobre o comportamento ideológico da entidade. A associação não quis responder aos questionamentos.
Charges
A charge de João Montanaro foi publicada na edição de 9 de dezembro de 2019 da Folha e faz alusão ao racismo, a maioria dos nove jovens mortos na ação policial em Paraisópolis era negra.
Para o chargista João Montanaro, as questões "parecem frutos de uma falta de interpretação visual". E, além disso, são "sintoma de toda essa atmosfera que estamos vivendo".
Crédito:João Montanaro
Benett afirmou que "Se estamos contando uma história por meio de um desenho, explicamos-lhe é matar uma ideia e sua interpretação." A charge de Benett foi publicada na edição de 12 de dezembro de 2019 e ironizou a repercussão dos cartuns frente à violência policial registrada em Paraisópolis.
Crédito:Benett
A charge do cartunista Claudio Mor publicada na edição de 6 de dezembro de 2019 abordou o abuso policial na esteira ação da Polícia Militar em Paraisópolis.
"O chargista reage a uma ação. A gente não inventa notícias, mas se baseia nas críticas e críticas. Então, eu vejo esse caso como uma tentativa de censura", diz Claudio Mor.
Crédito:Claudio Mor
A charge da cartunista Laerte foi publicada na edição de 03 de dezembro de 2019, três dias após a ação policial durante um baile funk na favela de Paraisópolis.
Para Laerte, o gesto do pedido de esclarecimento "está sintonizado com o momento de crescimento de uma situação autoritária no Brasil".
Crédito:Laerte
As charges foram publicadas em dezembro de 2019, após a ação policial que deixou nove mortos em Paraisópolis, São Paulo.
Segundo a Folha, seis meses depois, uma Associação de Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar, Defenda PM, entrou na Justiça com pedido de esclarecimento criminal para o Grupo Folha e os artistas.
"Considerei uma interpelação impertinente, autoritária e decodificada de lógica", afirma o advogado Luís Francisco de Carvalho Filho, que representa o jornal. "A intenção de quem faz isso é intimidar a imprensa".
A Defesa da PM foi questionada pela reportagem da Folha sobre como motivar o pedido de esclarecimento criminal seis meses depois da publicação das acusações, sobre o potencial intimidatório da medida, comprometendo a liberdade de imprensa e expressão, e sobre o comportamento ideológico da entidade. A associação não quis responder aos questionamentos.
Charges
A charge de João Montanaro foi publicada na edição de 9 de dezembro de 2019 da Folha e faz alusão ao racismo, a maioria dos nove jovens mortos na ação policial em Paraisópolis era negra.
Para o chargista João Montanaro, as questões "parecem frutos de uma falta de interpretação visual". E, além disso, são "sintoma de toda essa atmosfera que estamos vivendo".
Crédito:João Montanaro
Benett afirmou que "Se estamos contando uma história por meio de um desenho, explicamos-lhe é matar uma ideia e sua interpretação." A charge de Benett foi publicada na edição de 12 de dezembro de 2019 e ironizou a repercussão dos cartuns frente à violência policial registrada em Paraisópolis.
Crédito:Benett
A charge do cartunista Claudio Mor publicada na edição de 6 de dezembro de 2019 abordou o abuso policial na esteira ação da Polícia Militar em Paraisópolis.
"O chargista reage a uma ação. A gente não inventa notícias, mas se baseia nas críticas e críticas. Então, eu vejo esse caso como uma tentativa de censura", diz Claudio Mor.
Crédito:Claudio Mor
A charge da cartunista Laerte foi publicada na edição de 03 de dezembro de 2019, três dias após a ação policial durante um baile funk na favela de Paraisópolis.
Para Laerte, o gesto do pedido de esclarecimento "está sintonizado com o momento de crescimento de uma situação autoritária no Brasil".
Crédito:Laerte





