Após crítica a vereadores, jornalista tem carro apedrejado no interior da Bahia
Apresentadora da emissora de rádio Gazeta Riachão, sediada na cidade de Riachão do Jacuípe (BA), a jornalista Alana Rocha, que também é uma mulher trans, foi alvo de um ataque ontem.
Atualizado em 14/04/2023 às 09:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ao sair da rádio, ela encontrou seu carro, um Kadet branco com teto conversível, apedrejado. O crime foi registrado na Polícia Civil.
Também fundadora do Blog e TV VERDADE (www.youtube.com/c/AlanaRochaReporter), focado em notícias da região, a jornalista relatou que o ataque aconteceu depois de ter feito um comentário na Gazeta Riachão criticando a suspensão de uma sessão da câmara dos vereadores da cidade devido ao falecimento de um parente de um dos legisladores. Crédito: Reprodução Instagram Ao sair da rádio em que é apresentadora, jornalista encontrou seu carro apedrejado Há suspeitas de que o crime esteja relacionado ao comentário. "Eu apenas disse que achava que a sessão não precisava ser suspensa", lamentou a jornalista.
Fenaj
Não é a primeira vez que a profissional de imprensa sofre atos de violência, transfobia e represálias. Por conta desse histórico de agressões e ataques, seu caso consta nas edições 2021 e 2022 do relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) sobre violência contra profissionais de imprensa no Brasil.
Presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia, Moacy Neves informou que a entidade acionou sua Comissão de Mulheres e a Rede de Combate a Violência Contra Profissionais de Imprensa para acompanhar o caso.
Por sua vez, Juan Torres, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), classificou o episódio como inaceitável e lembrou que em cidades menores, como Riachão do Jacuípe, os casos de violência contra profissionais de mídia costumam ser proporcionalmente mais numerosos.
"Sabemos que, fora das capitais, os jornalistas enfrentam uma vulnerabilidade ainda maior. É muito importante não só que este ato seja rapidamente apurado, mas que autoridades e órgãos de segurança atuem para que eles não se repitam."





