Após cobrir protesto climático no Museu do Prado, jornalistas são detidas na Espanha
Duas profissionais de imprensa, incluindo a jornalista espanhola Joanna Giménez i García, foram presas em Madri neste domingo (6 nov/22) porcobrirem um protesto realizado um dia antes no Museu do Prado, por dois jovens do coletivo espanhol Futuro Vegetal.
Atualizado em 07/11/2022 às 17:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Para chamar a atenção do mundo para o aquecimento global, os ativistas grudaram suas mãos em duas obras do pintor espanhol Francisco de Goya.
As jornalistas, que passaram uma noite detidas antes de serem liberadas, serão acusadas pelos crimes de dano ao patrimônio histórico e alteração da ordem pública, cujas penas na Espanha são de seis meses a três anos de prisão. Trata-se das mesmas acusações feitas aos ativistas que planejaram e executaram a ação. Crédito: Reprodução
Para entidades de defesa da liberdade de imprensa, a detenção das jornalistas, que teriam coberto o protesto com o intuito de denunciá-lo, atenta contra a liberdade de informação garantida na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. De acordo com o documento, todas as pessoas têm direito à liberdade de expressão, opinião e de receber ou comunicar informações ou ideias sem interferência das autoridades públicas e independentemente de fronteiras.
O protesto do coletivo Futuro Vegetal foi filmado e divulgado em seu perfil no Twitter. No vídeo, dois jovens aparecem com as mãos grudadas nas molduras dos quadros “A Maja Nua” e “A Maja Vestida”. Entre as duas obras, os ativistas escreveram “+1,5ºC” na parede do museu, em referência ao aquecimento global. Segundo a agência de notícias Reuters, as pinturas não foram danificadas.
O protesto integra uma onda de iniciativas semelhantes surgida na Europa nos últimos meses, na qual ativistas de diferentes grupos usam obras de arte para chamar a atenção do mundo para a crise climática. As manifestações antecederam a Conferência de Mudanças Climáticas (COP27), que começou ontem no Egito.
Recentemente, duas ativistas do grupo Just Stop Oil jogaram sopa de tomate sobre a obra “Girassóis”, do pintor holandês Vincent Van Gogh, na National Gallery, em Londres, no Reino Unido. Outras obras foram alvos de protesto, incluindo o quadro “O Semeador”, também de Van Gogh, que foi atacado em Roma, na Itália.
As jornalistas, que passaram uma noite detidas antes de serem liberadas, serão acusadas pelos crimes de dano ao patrimônio histórico e alteração da ordem pública, cujas penas na Espanha são de seis meses a três anos de prisão. Trata-se das mesmas acusações feitas aos ativistas que planejaram e executaram a ação. Crédito: Reprodução
Para entidades de defesa da liberdade de imprensa, a detenção das jornalistas, que teriam coberto o protesto com o intuito de denunciá-lo, atenta contra a liberdade de informação garantida na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. De acordo com o documento, todas as pessoas têm direito à liberdade de expressão, opinião e de receber ou comunicar informações ou ideias sem interferência das autoridades públicas e independentemente de fronteiras.
O protesto do coletivo Futuro Vegetal foi filmado e divulgado em seu perfil no Twitter. No vídeo, dois jovens aparecem com as mãos grudadas nas molduras dos quadros “A Maja Nua” e “A Maja Vestida”. Entre as duas obras, os ativistas escreveram “+1,5ºC” na parede do museu, em referência ao aquecimento global. Segundo a agência de notícias Reuters, as pinturas não foram danificadas.
O protesto integra uma onda de iniciativas semelhantes surgida na Europa nos últimos meses, na qual ativistas de diferentes grupos usam obras de arte para chamar a atenção do mundo para a crise climática. As manifestações antecederam a Conferência de Mudanças Climáticas (COP27), que começou ontem no Egito.
Recentemente, duas ativistas do grupo Just Stop Oil jogaram sopa de tomate sobre a obra “Girassóis”, do pintor holandês Vincent Van Gogh, na National Gallery, em Londres, no Reino Unido. Outras obras foram alvos de protesto, incluindo o quadro “O Semeador”, também de Van Gogh, que foi atacado em Roma, na Itália.





