Após áudio de Jucá, "Libération" fala em conspiração para tirar Dilma do poder

Jornais da França repercutiram os áudios onde o senador Romero Jucá (PMDB) defende a mudança de governo como saída para frear a operação Lava Jato.

Atualizado em 25/05/2016 às 13:05, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Elza Fiúza/Agência Brasil Jornal fala sobre áudio de Jucá e saída de Dilma da presidência
Segundo a Folha de S.Paulo , o correspondente do Libération no Brasil, Chantal Reyes, escreveu que “em um país em recessão, a revolta popular foi instrumentalizada por políticos corrompidos” e que agora sabe-se que as motivações para destituir a presidente afastada “não tinham nada de nobres”.

O veículo ainda disse que as conversas trazem o PSDB para dentro do escândalo e que o Supremo Tribunal Federal (STF) concordava que a troca do presidente da República diminuiria a pressão popular sobre a Lava Jato.

O impresso também não deixou o PT de fora e lembrou que o partido fez pressão para que Dilma interferisse nas investigações. A publicação diz que “dificilmente a presidente vai recuperar seu cargo” e que o caso “deixa evidente a deterioração de toda classe política” brasileira.

Já o correspondente do Les Echos , Thierry Ogier escreveu que Jucá era peça central nas negociações com o Congresso Nacional. Ele também abordou o anúncio de Michel Temer sobre as primeiras medidas econômicas do governo interino.

“Um dia após a saída de Romero Jucá do ministério do Planejamento, e apesar do clima de escândalo político que paira sobre Brasília, o governo lançou as bases de sua política econômica para restaurar a confiança e retomar o caminho do crescimento”.

O jornal ainda diz que a principal orientação de Temer é a disciplina orçamentária, com limitação do déficit público e menos poder para o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Segundo a publicação, a instituição financeira é responsável por créditos subsidiados que agravaram o endividamento do país nos últimos anos.