Após atraso, RJ consegue tornozeleiras para monitorar acusados de matar cinegrafista

Por falta de pagamentos a fornecedores, equipamentos estavam em falta

Atualizado em 23/03/2015 às 09:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Após dois dias de atraso, o governo do Rio de Janeiro conseguiu no último sábado (21/3) tornozeleiras eletrônicas para monitorar os acusados pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, durante manifestação em fevereiro do ano passado.
Crédito:Divulgação Caio Silva e Fabio Raposo receberam tornozeleiras de monitoramento
De acordo com o G1, as tornozeleiras seguirão os passos de Caio Silva de Souza e Fábio Raposo Barbosa, responsáveis por soltar o rojão que atingiu Santiago. O uso do equipamento era uma exigência da 8ª Câmara Criminal para libertá-los.
Ambos deixaram de ser soltos na última quinta-feira (19/3) porque o Estado não tinha o aparelho eletrônico. No dia seguinte, entretanto, a Justiça autorizou que eles fossem para casa sem o equipamento.
O desembargador Gilmar Augusto Teixeira determinou, na noite da última sexta (20/3), prazo de 24 horas para que a dupla fosse levada para instalação dos equipamentos. A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) informou que o Ministério Público e a Justiça já foram comunicados e os acusados são aguardados nesta segunda (23/3).
Caio e Fábio não responderão mais por homicídio qualificado, de acordo com a decisão anunciada por desembargadores. O MP disse que vai recorrer da decisão da Justiça. A dupla respondia por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, com uso de explosivo e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Agora, eles podem ser condenados, no máximo, por explosão seguida de morte. A pena, que variava de 12 a 30 anos, será de dois a oito anos.