Após anos de queda, pesquisa indica sinais de estabilização no mercado jornalístico dos EUA
Estudo publicado nesta terça-feira (29) pelo centro americano de pequisa em jornalismo e mídia Pew Research revela que os três maiores jornais dos EUA (New York Times, Wall Street Journal e Washington Post) tiveram crescimento em 2020, em contraposição com o restante da indústria de notícias do país, que perdeu leitores mesmo diante do incremento no número de assinantes digitais.
Atualizado em 29/06/2021 às 18:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os três gigantes da imprensa americana só conseguiram um bom desempenho graças às assinaturas pela internet. Nas versões impressas os três veículos registraram diminuição da receita publicitária e das tiragens. O New York Times exibiu em 2020 aumento de 52% em assinaturas on-line. Com a inclusão das assinaturas impressas o avanço total do número de assinantes do veículo no ano passado cai para 43%.
Já o Washington Post registrou aumento de aproximadamente 50% em sua carteira de assinantes digitais, enquanto o Wall Street Journal terminou o ano com um aumento de 29% (+21% no total).
No fim de 2020, New York Times, Wall Street Journal e Washington Post detinham cerca de um terço de todas as assinaturas de jornais nos Estados Unidos.
O restante da imprensa, sobretudo os jornais locais e regionais, viu seu universo de assinantes cair 6% no ano passado: a quantidade de assinantes digitais subiu 25% e as assinaturas impressas caíram 19%. O tombo, contudo, é o menor dos últimos seis anos, indicando uma possível tendência de estabilização da indústria de notícias nos EUA.
Outro resultado chamou atenção: pela primeira vez em 65 anos, os jornais americanos, excluindo o Times, o Post e o Journal, geraram mais renda com assinaturas e venda de exemplares do que com publicidade.
A crise do coronavírus, o movimento contra o racismo e a eleição presidencial americana impulsionaram a leitura de notícias nos EUA em 2020 e foram os principais temas de cobertura da imprensa do país.
Em termos de pessoal, a imprensa americana, à exceção dos três maiores jornais do país, perdeu outros 4.000 postos de trabalho em 2020. Desde 2008, mais de 40 mil postos desapareceram das redações dos EUA. Agora elas empregam apenas 30.820 profissionais.





