Após 3 anos de prisão arbitrária por "espionagem", China liberta jornalista australiana

Âncora de um canal de notícias de negócios do grupo de mídia estatal chinês CGTN (China Global Television), a jornalista australiana Cheng Lei foi libertada anteontem após mais de três anos de detenção arbitrária por acusação de espionagem.

Atualizado em 14/10/2023 às 12:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Ela foi presa pelo governo chinês em agosto de 2020 sob suspeita de “fornecimento ilegal de segredos de Estado no exterior”.
A organização de defesa da liberdade de imprensa Repórteres Sem Fronteiras (RSF) comemorou a notícia, mas lembrou que o regime chinês ainda detém 113 jornalistas, incluindo dois estrangeiros: o comentarista político australiano Yang Hengjun e o editor sueco Gui Minhai. Crédito: Reprodução RSF Jornalista Australiana Cheng Lei estava presa desde agosto de 2020
Preso por espionagem desde 2019, Yang Hengjun publicou vários artigos críticos ao regime chinês na revista de assuntos internacionais The Diplomat
Por sua vez, Gui Minhai foi capturado pelo regime chinês na Tailândia, em 2015. Ele foi condenado em 2020 a 10 anos de prisão, sob a acusação de “fornecer ilegalmente segredos de Estado e informações de inteligência a estrangeiros”.
Ainda segundo a RSF, desde que o líder chinês Xi Jinping assumiu o poder, em 2012, a China intensificou a repressão contra o jornalismo crítico e independente. Com isso, este ano o país passou a ocupar o 179º lugar no índice Mundial de Liberdade da RSF. De acordo com levantamento, que monitora 180 países, a China ostenta o título de nação com mais jornalistas presos no mundo.