Após 26 anos, "Jornal de Londrina" encerra atividades; vinte funcionários demitidos

O Jornal de Londrina (JL), segundo maior veículo do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM), anunciou que deixará de circular sua versão impressa a partir da próxima sexta-feira (18/12).

Atualizado em 17/12/2015 às 17:12, por Matheus Narcizo*.

JL ), segundo maior do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM), anunciou que deixará de circular sua versão impressa a partir da próxima sexta-feira (18/12).

Crédito:Reprodução Jornal deixa de circular após 26 anos
Em nota oficial, o chefe de redação, Fábio Luporini, explicou que o fim da circulação do jornal teria sido motivado pela atual conjuntura econômica do Brasil. Nesta quinta (17/12), o site do periódico já foi retirado do ar.

"É com tristeza que anunciamos o fim da circulação impressa e da operação digital do JL - Jornal de Londrina , fruto de uma série de fatores. Depois de 26 anos de atuação jornalística em Londrina e região, o jornal encerra suas atividades em meio à crise econômica que acomete o Brasil e uma reestruturação mundial pela qual atravessam os veículos de comunicação", diz trecho da nota.

Procurada por IMPRENSA, a GRPCOM, responsável pelo JL , também justificou o fim do veículo com base na crise econômica mundial. A empresa, no entanto, ressaltou que investirá em suas outras grandes marcas, como a Gazeta do Povo e a RPC.

"Embora o JL deixe de circular, o GRPCOM continua a acreditar, por meio do demais veículos do grupo, dentre eles a RPC e a Gazeta do Povo , na solidificação da liberdade de expressão, da independência jornalística e da democracia, mantendo seu compromisso de desenvolver a sociedade e lutar pelos direitos dos cidadãos. Estes princípios colocam em prática a missão do grupo de valorizar a nossa terra e a nossa gente".

Demissões

Além do fechamento do jornal, IMPRENSA apurou que cerca de vinte jornalistas foram demitidos do veículo. Antes do anúncio sobre o fim das operações, a diretoria teria tentado mudar uma cláusula trabalhistas para cortar os funcionários sem precisar arcar com custos de demissão.

Insatisfeitos, alguns jornalistas teriam levado a discussão até o Sindicato dos Jornalistas de Londrina, que convocou uma reunião com a diretoria de jornal para rediscutir a proposta. A ideia apresentada pela entidade jornalística seria a de que o JL poderia demitir metade do seu quadro de profissionais como forma de prosseguir com suas operações. Procurado, o sindicato ainda não comentou o caso.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves