Após 10 anos de O Cruzeiro e mais de 60 de fotojornalismo, Flávio Damm registra o Brasil em preto e branco
Em setembro de 1939, fotos publicadas nos jornais despertaram um interesse diferente no menino Flávio Damm, então com 11 anos. Talvez não so
Atualizado em 09/01/2012 às 13:01, por
Jéssica Oliveira*.
Soldado da Imagem
Adepto da fotografia preto e branca, Flávio Damm fez carreira na revista O Globo e na O Cruzeiro ao registrar importantes acontecimentos históricos com olhar sensível e apurado
ubesse que registravam a invasão da Polônia pelas tropas alemãs, a Fall Weiss, nome pelo qual ficou conhecida a operação que marcou o início da Segunda Guerra Mundial – e sua grande preocupação nem era essa. “Pai, quem fez essas fotos?”, indagou. A resposta, marcaria seu futuro. “São soldados sem armas, munidos de câmeras fotográficas, que estão na guerra para ver por quem não está lá”, respondeu o pai. Desde então, Damm não fez outra coisa. São 66 anos de fotojornalismo, em 84 de vida.Crédito:Flávio Damm
Com 60 mil negativos em arquivo acumulados após experiência nas revistas O Globo e O Cruzeiro, Damm também ajudou a fundar a agência de fotojornalismo Image e foi escolhido por Eder Chiodetto, fotógrafo e curador independente, como um dos oito mestres das lentes “bressonianos” do país. Trabalhou com a Petrobras, Jorge Amado, Gilberto Freyre e Portinari, fez fotos históricas de Getúlio Vargas, realizou dezenas de exposições no Brasil e no exterior. Hoje, mantém uma coluna quinzenal na revista PHOTO, prepara o décimo livro da carreira e, claro, fotografa diariamente o que mais gosta. “Gente como a gente, em suas atitudes no dia a dia, prosaicamente surrealistas, como sou”, diz.
*Com supervisão de Ana Ignacio
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