APJ repudia projeto de lei que permite punir jornais por divulgação de escutas
APJ repudia projeto de lei que permite punir jornais por divulgação de escutas
APJ repudia projeto de lei que permite punir jornais por divulgação de escutas
A Associação Paulista de Jornais (APJ), que representa 14 veículos de comunicação do interior do Estado de São Paulo, divulgou nesta sexta-feira (03) um comunicado repudiando o projeto de lei que regulamenta as escutas telefônicas e explicita condutas ilegais dessa prática.
Considerado pela entidade "flagrantemente inconstitucional", o texto enviado pela Presidência da República ao Congresso Nacional "dá margem para que as pessoas cujas conversas tenham sido interceptadas peçam a condenação dos periódicos que divulgarem seu conteúdo, caso considerem terem sido caluniadas ou difamadas. Trata-se de um direito que já assiste a qualquer cidadão com relação ao que se publique a seu respeito", informou a nota.
Portanto, a APJ considera que - como já existe uma lei que prevê este mecanismo legal - o único sentido para este projeto "é o de novamente tentar intimidar e constranger a imprensa". A proposta, segundo a entidade, "constitui ainda uma grave ameaça ao principio constitucional do sigilo da fonte jornalística ao induzir à interpretação de que o veículo de comunicação que publicar informações obtidas por meio de grampos telefônicos possa ser responsabilizado criminalmente".
"Obrigar o jornalista, em qualquer circunstância, a revelar a fonte de sua informação, configura cerceamento ao pleno exercício da profissão e à liberdade de imprensa, pilar de uma democracia que queremos ver cada dia mais consolidada neste país", conclui o comunicado da APJ.
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