APJ - O poder das províncias
APJ - O poder das províncias
Operando em 338 cidades no Estado de São Paulo e com 401 mil jornais vendidos por dia, Associação Paulista de Jornais já representa o segundo maior mercado editorial do país.
Sozinhos eles falam para um público restrito a uma cidade ou região, não tem poder de fogo na esfera federal e comercializam seus espaços publicitários com preços paroquiais. Unidos eles formam um bloco poderoso, tão decisivo na política municipal quanto na estadual. Um lobby capaz de forçar a queda, com uma canetada, do preço do papel, da tinta ou do fotolito em todo estado. A Associação Paulista de Jornais é a Segunda maior entidade patronal de jornais diários do Brasil, atrás apenas da ANJ (Associação Nacional dos Jornais). Somados, seus 15 veículos atingem um público de 401.082 leitores por dia, espalhados por 338 cidades do estado de São Paulo. Segundo auditoria do IVC – Instituto Verificador de Circulação – a APJ representa o segundo maior mercado editorial do país, atingindo um público consumidor potencial de 15 milhões de pessoas.
Em setembro, esse trator paroquial realizou seu primeiro grande encontro sob os holofotes desde a criação da entidade, há 13 anos. O evento, que aconteceu em Bauru, foi organizado meticulosamente para ser uma demonstração pública de força. Depois de dois dias de debates, seminários e palestras voltadas para os setores comercial e editorial e que reuniu representantes dos 15 jornais, a mensagem deixada foi clara: qualquer pretensão de poder que passe por São Paulo, passa pela APJ. O governador Geraldo Alckmin, acompanhado de seu secretário da casa civil, Arnaldo Madeira e respectivas comitivas desembarcou na cidade com uma agenda exclusivamente dedicada a APJ. Alguns dias antes, foi o ministro da Casa Civil, José Dirceu, quem foi a Bauru reunir-se com lideranças da associação. "A APJ é, sem dúvida, um dos mais destacados interlocutores entre o governo e o interior do estado. Trata-se de uma entidade com papel decisivo no mapa político de São Paulo", diz Arnaldo Madeira.
As pretensões da associação, contudo, ultrapassam as fronteiras paulistas. Além da sede, em São Paulo, a associação conta com um quartel general em Brasília. O escritório da APJ na capital federal conta com três funcionários e funciona ao mesmo tempo como redação, departamento comercial e central de lobies. A redação abastece os 15 jornais associados com conteúdo exclusivo diariamente, o departamento comercial negocia em bloco com autarquias federais e o departamento de relações públicas opera junto a poderosa Secretária de Comunicação do governo. "Diferente do ambiente da ANJ, no ambiente da APJ os jornais não concorrem entre si. Essa é uma grande vantagem que a gente leva", explica Fernando Salerno, presidente da entidade (veja entrevista).
Raio X da APJ:
Correio Popular – Campinas – 41 cidades cobertas – Tiragem: 60.000
Diário do Povo – Campinas – 41 cidades – 12.000
Diário da Região – S.J do Rio Preto – 74 cidades - 28.500
Jornal de Piracicaba – Piracicaba – 11 cidades – 24.000
Folha da Região – Araçatuba – 24 cidades – 15.980
O Imparcial – Pres Prudente – 44 cidades – 12.000
Cruzeiro do Sul – Sorocaba – 30 cidades – 38.752
O Liberal – Americana – 04 cidades –20.000
Valeparaibano – S.J dos Campos – 25 cidades – 32.000
Jornal da Cidade – Bauru – 45 cidades – 33.000
Jornal de Jundiaí – 13 cidades – 25.850
Jornal de Limeira – Limeira – 03 cidades – 14.000
Diário de Mogi – Mogi das Cruzes – 11 cidades – 15.000
Diário do Grande ABC – Santo André – 07 – 61.000
Tribuna da Imprensa – Araraquara – 06 – 9.000






