Apesar do medo, documentarista brasileira deportada quer voltar à Nicarágua
Emilia Mello não desiste de produzir documentário sobre a crise na Nicarágua. Ela foi presa no último sábado, sofreu maus-tratos e, em segui
Atualizado em 30/08/2018 às 09:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
A documentarista Emilia Mello, de 40 anos, viveu horas de desespero ao ser detida, interrogada e sofrer maus-tratos na Nicarágua, no último sábado. Deportada no início desta semana, porém, a brasileira pretende voltar ao país para concluir o que começou.
Crédito:MercoPress População pede a renúncia do presidente Daniel Ortega e sofre com a repressão das forças de segurança
Emilia viajou para a Nicarágua em julho, após o assassinato da estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, vítima de tiros de um grupo de paramilitares. A ideia era fazer um documentário sobre a crise no país, que diante dos protestos para a renúncia do presidente Daniel Ortega, sofre forte repressão. “Essa história precisa ser contada”, afirmou, em entrevista à .
De acordo com um levantamento da Comissão Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (CIDH), mais de 320 pessoas foram mortas desde abril, quando começaram os protestos.
Emilia reconhece um certo temor porque as forças de segurança estão perseguindo as pessoas. “É preciso tomar cuidado porque o governo está fazendo tudo o que pode para intimidar e evitar, justamente, que o mundo tome conhecimento do que se passa lá”.
A documentarista foi detida quando estava a caminho de uma marcha de estudantes na cidade de Granada. Deslocava-se em um ônibus com outras 19 pessoas. A polícia parou o veículo e confiscou quase todos os celulares. A exceção foi o aparelho que uma mulher conseguiu esconder.
“Foi graças a ela que souberam onde estávamos e alertaram as embaixadas (dos EUA e do Brasil)”, afirmou a documentarista, que tem dupla cidadania. Todo o material filmado por Emilia foi apagado pelas autoridades. E, sem seguida, ela foi expulsa da Nicarágua para os Estados Unidos.
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Crédito:MercoPress População pede a renúncia do presidente Daniel Ortega e sofre com a repressão das forças de segurança
Emilia viajou para a Nicarágua em julho, após o assassinato da estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, vítima de tiros de um grupo de paramilitares. A ideia era fazer um documentário sobre a crise no país, que diante dos protestos para a renúncia do presidente Daniel Ortega, sofre forte repressão. “Essa história precisa ser contada”, afirmou, em entrevista à .
De acordo com um levantamento da Comissão Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (CIDH), mais de 320 pessoas foram mortas desde abril, quando começaram os protestos.
Emilia reconhece um certo temor porque as forças de segurança estão perseguindo as pessoas. “É preciso tomar cuidado porque o governo está fazendo tudo o que pode para intimidar e evitar, justamente, que o mundo tome conhecimento do que se passa lá”.
A documentarista foi detida quando estava a caminho de uma marcha de estudantes na cidade de Granada. Deslocava-se em um ônibus com outras 19 pessoas. A polícia parou o veículo e confiscou quase todos os celulares. A exceção foi o aparelho que uma mulher conseguiu esconder.
“Foi graças a ela que souberam onde estávamos e alertaram as embaixadas (dos EUA e do Brasil)”, afirmou a documentarista, que tem dupla cidadania. Todo o material filmado por Emilia foi apagado pelas autoridades. E, sem seguida, ela foi expulsa da Nicarágua para os Estados Unidos.
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