"Apenas descrevi uma condição astrológica", diz Barbara Abramo sobre coluna polêmica

A coluna de astrologia da Folha de S.Paulo da última quarta-feira (28/5) pautou comentários nas redes sociais entre os leitores do jornal. Apolêmica ocorreu por conta da previsão da astróloga Barbara Abramo, que alertou: "a Lua nova em Gêmeos sinaliza fortalecimento das oposições ao governo Dilma nos próximos dias".

Atualizado em 30/05/2014 às 13:05, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução Jornalista explica texto em abertura de horóscopo na "Folha"
Nas redes sociais, os usuários satirizaram a publicação. "A Barbara Abramo tá mesmo fazendo análise política através do horóscopo [risos]", "Pelo jeito, os astros e a Barbara Abramo não estão com a Dilma", "Horóscopo da Folha prevê: 'Lua nova em gêmeos fortalece oposições ao governo Dilma' Jornalismo sério é isso aí!", foram alguns dos comentários no Twitter.

A redação do jornal informou que o texto foi proposital e que o comentário é comum na coluna de Barbara.
SURPRESA

À IMPRENSA, a astróloga revelou que ficou surpresa com a repercussão de sua coluna e com as acusações de suposto alinhamento à oposição. Ela ressaltou que aqueles que acompanham sua trajetória profissional sabem que sempre se dedicou à astrologia política, tema que lhe rendeu dois livros "No Céu da Pátria neste instante", de 1994, e "O Governo Lula e os Astros", de 2002.
“A astrologia nasceu como meio de previsão política, e embora os políticos não falem mais abertamente, continua sendo requisitada - mesmo depois que passou a se dedicar a assuntos como relacionamentos, perfil individual, tendências do mercado etc. Basta consultar minhas previsões mensais e horóscopos diários para constatar que frequentemente incluo assuntos políticos em meus textos”, explica.
Barbara disse que as previsões se referem a cenários favoráveis ou desfavoráveis aos governos, baseados no ano que seguem e independente de quais sejam. Ela ressaltou que seus leitores sabem que é uma pessoa alinhada a tendências progressistas e democráticas, tendo, inclusive, participado do movimento estudantil na década de 1970 e na fundação do PT.
"Procuro fazer minhas interpretações astrológicas políticas de forma menos enviesada possível (inclusive porque o viés atrapalharia a precisão da interpretação). Ainda assim, essa minha trajetória de vida - aliada ao fato de que venho de uma família conhecidamente de esquerda - já foi usada diversas vezes para alegar que minhas interpretações são favoráveis ao PT", diz.
A profissional disse ter a impressão de que os ânimos estão inflexíveis em ano eleitoral. "Lamento se a forma pela qual me expressei possa ter dado margem a essa interpretação. Além da lógica binária, tem de existir capacidade de pensamento e reflexão, senão estamos perdidos. Apenas descrevi uma condição astrológica. O que não significa que eu tenha escrito que sou contra ou a favor dela!”, acrescentou.
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