Apenas 27% dos jornalistas se dedicam exclusivamente ao jornalismo investigativo

Uma pesquisa realizada pelo Centro Knight para o Jornalismo das Américas entre setembro e outubro de 2013, com cerca de 1600 profissionais de 20 países da América Latina, mostra que, apesar do grande interesse dos jornalistas pelo jornalismo investigativo, as faculdades e os veículos de comunicação oferecem poucos recursos para seu exercício.

Atualizado em 07/01/2014 às 10:01, por Redação Portal IMPRENSA.

para o Jornalismo das Américas entre setembro e outubro de 2013, com cerca de 1600 profissionais de 20 países da América Latina, mostra que, apesar do grande interesse dos jornalistas pelo jornalismo investigativo, as faculdades e os veículos de comunicação oferecem poucos recursos para seu exercício.

Do total de participantes (1.586 pessoas, entre professores, jornalistas e alunos de comunicação), 72% afirmou que exerce o jornalismo investigativo de forma contínua ou esporádica, contra 27% que se dedica exclusivamente à sua prática – mas apenas 9% das faculdades oferecem cursos de especialização na área.

Já entre os meios de comunicação, apenas 15% possui políticas diretas sobre jornalismo investigativo em seus manuais de redação –50% dos veículos que participaram da pesquisa não possuem manual de redação. Entre os jornalistas, 95% acreditam que a prática da investigação traz prestígio à empresa, sendo que mais da metade receberam prêmios por reportagens investigativas.

A análise também apontou as diferenças entre alunos e professores quando o assunto é ética. Enquanto 16% dos estudantes acreditam que o uso de microfone e câmeras ocultas é justificável, apenas 4% dos docentes responderam da mesma forma. Já os profissionais da área deram nota 3,8 (entre 1 e 7) para a qualidade do ensino em seu país, mais baixa em comparação com a nota dada pelos próprios professores: 4,3.

A pesquisa foi realizada entre 26 de setembro e 10 de outubro de 2013 por meio de emails em português e espanhol. O Brasil foi o país com maior número de participantes (383), seguido por México (365) e Argentina (173).