Apaixonado por foto, Yuri Bittar leva sua personalidade para os registros de SP

Não importa se o ano tem 365 dias ou, esporadicamente, 366. Yuri Bittar não deixa passar um dia  sem fazer um registro. Com 34 anos, o profissional descobriu a fotografia em meados dos anos 90, quando ainda estava na adolescência.

Atualizado em 30/11/2011 às 18:11, por Nathália Carvalho*.

tem 365 dias ou, esporadicamente, 366. não deixa passar um dia sem fazer um registro. Com 34 anos, o profissional descobriu a fotografia em meados dos anos 90, quando ainda estava na adolescência. "Fiz uma caminhada pela serra, a pé, e ninguém tinha câmera. Fomos a lugares de difícil acesso, não poderia voltar depois e eu fiquei bem chateado porque não consegui registrar nada". A experiência, não tão boa, levou o fotógrafo a adquirir sua primeira câmera, uma analógica Kodak Star 535.


Yuri Bittar


Não demorou para que os cliques deixassem de ser apenas um hobby. Era 1998 e Yuri publicava suas imagens na Revista Vendo Autos . "Quando estamos desempregados e arrumamos um emprego, vem logo três de uma vez e você tem que escolher". Na mesma época, lembra Yuri, um emprego como ajudante de um fotógrafo de estúdio surgiu, mas, no auge dos acontecimentos, ele recusou a proposta. "Mas, hoje, vejo que, talvez, fosse melhor ser ajudante de um grande fotógrafo. Seria mais produtivo e eu aprenderia mais. Mas no final tudo deu certo".


Yuri Bittar


Apaixonado pela fotografia, Yuri passou poucos meses na revista e, em seguida, os acontecimentos o levaram para outro rumo. Formado em desenho industrial, ele conta que o trabalho com design tomou o espaço do fotógrafo. Foi assim que, por aproximadamente dois anos, ele deixou de fotografar. "Praticamente abandonei a fotografia". Mas, a vida não tardaria de colocá-lo em contato com as lentes. "Fiz um documentário, eu era diretor e isso trouxe a fotografia de volta". Daí para frente, a série de fotos feita para o documentário ganharam destaque especial em uma exposição e a experiência transformou-se em cursos ministrados por ele na Universidade Federal de São Paulo. "Fotografia é uma coisa que, depois que você começa, você sempre se sente fotografo. Então, se você fica sem fotografar, você fica chateado, frustrado".


Yuri Bittar


Com trabalhos publicados na revista Carta Capital , Estadão , Diário de S.Paulo e no portal da revista Veja , Yuri promove, regularmente, saídas fotográficas na cidade de São Paulo, que acontecem desde 2008. "As pessoas querem andar por ai e tirar foto, mas não sabem como e têm medo de serem assaltadas. Acabei fazendo saídas até quando não tinha curso e as pessoas começaram a procurar". Gratuitas, a proposta das saídas é reunir todos os interessados em fotografia para a prática, unindo imagem e cultura. Em 2012, Yuri pretende enriquecer a ideia das saídas e transformá-las em algo que contribui com a cidade e com as pessoas, de modo geral.


Yuri Bittar
* Com supervisão de Gustavo Ferrari

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