Aos 91 anos, Newton Carlos morre no Rio
Pioneiro na cobertura da América Latina e do colunismo sobre questões internacionais, o jornalista Newton Carlos de Figueiredo morreu aos 91anos na manhã desta segunda-feira, no Rio de Janeiro.
Atualizado em 30/09/2019 às 17:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Ele começou a carreira nos anos 1940, no Correio da Manhã, e depois foi para a Tribuna da Imprensa, dirigida na época por Carlos Lacerda.
Foi convidado pelo governo espanhol trabalhar em Bruxelas, na Organização Internacional dos Sindicatos Livres. Após dois anos na Europa, voltou ao Brasil e assumiu a chefia de reportagem da revista Manchete.
Em 1960, foi contratado para ser o primeiro editor internacional do Jornal do Brasil.
Foi colunista durante 25 anos da Folha de S. Paulo e também escreveu para veículos internacionais, como o Il Manifesto italiano e o Clarín argentino.
Trabalhou na TV Globo, na TV Rio, na TV Tupi e cobriu todas as eleições americanas, desde 1972, pela TV Bandeirantes
Carlos escreveu mais de duas dezenas de livros e ganhou o Prêmio EFE, entregue pelo rei da Espanha.
Newton deixa a mulher Eliana Brazil Protásio, com a qual estava casado havia 34 anos, e três filhas — Cláudia, Márcia e Janaína Figueiredo, também jornalista.
“Ele foi uma inspiração. A gente lia as notícias para saber o que estava acontecendo em terras distantes, mas depois achava a explicação na coluna do Newton Carlos, que nos permitia entender o que estava acontecendo de verdade e o que significava aquele acontecimento”, disse jornalista Rosental Calmon Alves, que foi correspondente do Jornal do Brasil em Buenos Aires e Washington e hoje é professor da Universidade do Texas em Austin.





