Ao menos cinco pen drives com explosivos são enviados a jornalistas do Equador
Ao menos cinco pen drives com explosivos foram enviados a veículos de imprensa equatorianos neste dia 20 de março. Um deles chegou a explodir em uma redação de um canal de TV.
Atualizado em 21/03/2023 às 14:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os dispositivos foram enviados da cidade de Quimsaloma, na província costeira de Los Rios. Três foram para veículos de imprensa de Guayaquil, e dois para a capital Quito. Crédito: Reprodução Peritos e policiais trabalham em redação da TV Ecuavisa, onde pen drive explodiu e feriu jornalista Lenín Artieda Em Guayaquil, o jornalista Lenín Artieda, colaborador do canal de TV Ecuavisa, foi atingido por uma explosão na redação do programa Televistazo, ao tentar conectar ao seu computador um pen drive recebido em um envelope com remetente anônimo. Além do pen drive, o envelope continha uma carta ameaçando o jornalista.
A suspeita é que o explosivo foi ativado quando Artieda ligou o pen drive ao notebook. O jornalista sofreu ferimentos leves em uma das mãos e no rosto.
Essa não é primeira vez que a imprensa do país sofre atentados. No ano passado, a emissora de TV RTS foi atacada a tiros e, em 2020, uma bomba explodiu na Teleamazonas.
Em comunicado, a Secretaria Geral de Comunicação (Segcom) do Equador condenou "categoricamente todo tipo de atos violentos perpetrados contra jornalistas e meios de comunicação".
Outros casos
Endereçado ao jornalista Carlos Vera, outro pen drive suspeito foi interceptado pela polícia em uma empresa de entregas de Guayaquil.
Dispositivos semelhantes também foram endereçados aos jornalistas Mauricio Ayora, da TC Television, e Milton Perez, da Teleamazonas.
A ONG de defesa da liberdade de imprensa Fundamedios disse que os "ataques usaram o mesmo modus operandi".
Já o órgão de defesa dos direitos humanos CDH condenou os ataques à mídia "no contexto da crescente insegurança no Equador".
Localizado entre a Colômbia e o Peru, o país é hoje um importante centro global para o tráfico internacional de cocaína.
Com frequentes confrontos entre gangues criminosas que disputam as rotas do narcotráfico, o Equador viu sua taxa de homicídios saltar de 14 por 100.000 habitantes em 2021 para 25 por 100.000 em 2022.





