"Ao ir a uma festa (a trabalho), sou quase uma convidada", afirma a fotógrafa Cris Albuquerque
"Ao ir a uma festa (a trabalho), sou quase uma convidada", afirma a fotógrafa Cris Albuquerque
A paulistana Cristiana Albuquerque, 37, é formada em desenho industrial e pós-graduada na Escola Superior de Propaganda e Marketing, mas gosta mesmo é de fotografar.
Cris, como prefere ser chamada, adora clicar crianças, paixão que surgiu ao engravidar de Lucas, hoje com cinco anos de idade. Ela diz que, através da garotada, aprendeu a valorizar "cada gesto, cada sorriso, cada olhar, cada perfil".
| Cris Albuquerque |
A paulistana conta que sempre teve interesse pela fotografia e, aos 18 anos, deu o pontapé inicial na carreira ao comprar uma máquina semi-profissional: "gostava de ver fotos e achava que precisava de uma boa máquina".
Cris começou a atuar na área realizando trabalhos informais para pessoas próximas. "Sempre fazia álbuns com fotos das viagens de férias. Meus amigos gostavam dos resultados e começaram a me chamar pra fotografar festas para eles", lembra.
| Cris Albuquerque |
Já o primeiro trabalho profissional apareceu quando, apesar de trabalhar na parte financeira de uma agência de publicidade, ela começou a fotografar peças para anúncios. "Quando aparecia um cliente sem muita verba, meu chefe me indicava", conta. A partir daí o hobby virou profissão.
Para ela, a espontaneidade é a principal característica da fotografia de evento. Durante um aniversário, por exemplo, Cris tenta capturar, com as lentes de sua câmera, "a emoção que a pessoa está sentindo naquele momento e todos os detalhes que a pessoa pensou para aquela festa".
| Cris Albuquerque |
A fotógrafa tem preferência por eventos sociais a comerciais porque eles "registram a história da pessoa. É muito gratificante". De acordo com ela, os de cunho comercial não têm vida própria "registram o que a empresa gastou. Não são fatos para a história de ninguém e poucas vezes as fotos saem da empresa".
Segundo Cristiana, as situações mais difíceis para trabalhar são aquelas em que as crianças não gostam de fotos, enquanto as mães corujas fazem questão de registrar cada momento. Um episódio marcante aconteceu na festa de sete anos de uma menina que detestava flashes. "Toda vez que eu chegava perto, ela parava de brincar, jogava o cabelo na cara", lembra. Na mesma ocasião, depois de alguns cliques, as amigas da garota foram dar um "aviso" à fotógrafa: "Olha, a gente não gosta de foto. A Marcela não gosta de foto", conta.
| Cris Albuquerque |
Apaixonada pelo que faz, Cris diz trabalhar com muito amor e dedicação. "Ao ir a uma festa sou quase uma pessoa convidada. É assim que me sinto. Meu trabalho fica bem mais leve e tenho verdadeiro prazer", finaliza.






