Anúncios comestíveis ou com carregador solar integram hall de inovações em revistas
“Fazer as coisas do mesmo jeito e esperar mudanças é coisa de maluco. Temos que buscar pontos de vistas diferentes”. Ao lembrar a frase célebre de Albert Einstein sobre a necessidade de sair da zona de conforto, o presidente da ANER, Frederic Kachar, apresentou o segundo palestrante da 5th Iberoamerican Magazine Media Conference.
Crédito:Reprodução John Wilpers destacou inovação de anúncios nas revistas
O evento acontece nesta segunda (22/9) e terça-feira (23/9), em São Paulo, e reúne alguns dos principais editores, empresários do mercado de revistas e da publicidade do Brasil. Para falar sobre o tema inovação e criatividade no segmento, foi chamado ao palco John Wilpers, diretor da consultoria norte-americana Innovation Media Consulting.
O executivo trouxe exemplos de anúncios crossmedia para reforçar a tendência de misturar ações de digital no impresso. Destaque para a campanha da Fanta, que em abril de 2013, criou o primeiro anúncio comestível e com sabor do mundo. Bastava que o leitor comesse um pedacinho do papel para sentir o gosto mais intenso de laranja.
Entre os cases brasileiros, destaque para a Billboard, que trouxe em sua edição especial, em junho de 2013, a campanha “o fim da revista silenciosa”. Assinada pela agência Ogilvy, a publicação usava a tecnologia NFC (Near Field Communication), que permitia o leitor, ao encostar seu smartphone no local indicado da capa, ouvir uma playlist com as músicas dos artistas citados nas matérias da revista.
Outro case lembrado pelo executivo foi a campanha dos protetores Nivea Sun, desenvolvida pela agência Giovanni+Draftfcb, que hoje atende por FCB Brasil. A ideia era mostrar que não é preciso sair da praia para carregar o celular. A solução? Um anúncio publicado na Veja Rio trazia uma fina e pequena placa solar com um plug USB no qual as pessoas podiam conectar seu aparelho, enquanto curtiam o sol e a praia.
Defendendo a produção de revistas cada vez mais integradas ao digital, o executivo destacou ainda o poder do mobile, lembrando que até 2017 haverá 1,8 bilhão de smartphones em todo o mundo. Ainda no hall das necessárias mudanças, o consultor destacou a predominância do vídeo como conteúdo na web, o que acaba exigindo novos profissionais nas redações, alterando a estrutura dos veículos impressos.





