Antigo proprietário da marca Ypióca mantém processo contra jornalista que defendeu comunidades indígenas no CE

Desde 2007, o jornalista Daniel Fonseca convive com acusações de injúria e difamação por parte da Ypióca Agroindústria Ltda.

Atualizado em 14/01/2013 às 16:01, por Luiz Gustavo Pacete.

Atualizada às 19h20, de 17/01/2013

Desde 2007, o jornalista Daniel Fonseca convive com acusações de injúria e difamação por parte da Agropaulo Agroindustrial SA, antiga proprietária da marca Ypióca.

Manifestantes apoiam Fonseca No primeiro processo, no qual empresa perdeu o prazo, Fonseca foi acusado de ter ferido a moral da companhia quando declarou em um seminário que ela utilizava água da Lagoa Encantada, pertencente a uma região onde habitam índios Jenipapo-Kanindé.

À época, a Ypióca também abriu processo contra o professor universitário Jeovah Meireles, do departamento de geografia da Universidade Federal do Ceará.
Outro processo aberto contra Fonseca pela empresa é pela nota de solidariedade que o jornalista escreveu no ano de 2008 “Ypióca tenta intimidar para calar os movimentos sociais”. “Estou sendo acusado por injúria, calúnia e difamação sob o argumento de que eu mesmo redigi a nota em solidariedade a mim”, diz Fonseca à IMPRENSA.
Segundo a empresa, o jornalista agiu de má-fé ao utilizar nota em defesa dele mesmo para atacar a honra da empresa e de seu principal controlador. No último dia (8/1), Fonseca compareceu à audiência onde foram ouvidas três testemunhas de acusação. Mas ela foi suspensa e seguirá na próxima terça-feira (15/1).
“Os advogados avaliam que as testemunhas de acusação não trouxeram nada que leve à condenação porque se resumiram a discutir se a Ypióca teria ou não poluído a lagoa”, explica o jornalista.
Em novembro do ano passado, integrantes de diversas entidades fizeram uma manifestação em frente ao Fórum da cidade em solidariedade ao jornalista.