Antes de ser preso, fundador do WikiLeaks recebeu abrigo de clube de jornalistas

Antes de ser preso, fundador do WikiLeaks recebeu abrigo de clube de jornalistas

Atualizado em 13/12/2010 às 12:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Divulgação
Julian Assange
O fundador do site , Julian Assange, recebeu abrigo de um tradicional ponto de encontro de jornalistas em Londres (Inglaterra), o Frontline Club, antes de se entregar às autoridades britânicas na última terça (07). Assange, que é cidadão australiano, era procurado pela Justiça da Suécia por cometer crimes sexuais no país, e integrou a lista de procurados da Interpol.

De acordo com o portal Terra, até sua prisão, o paradeiro do australiano era desconhecido. O ex-militar e ex-apresentador de TV britânico Vaughan Smith - fundador do Frontline Club -, declarou que o objetivo do clube é servir como ponto de encontro para que jornalistas, locais ou correspondentes estrangeiros, possam trocar ideias e experiências e ajudar uns aos outros.

Em uma sondagem informal feita por Smith, os integrantes do clube - que tem mais de 1,5 mil membros - se mostraram favoráveis ao WikiLeaks e dispostos a oferecer abrigo a Assange. Porém, o fundador do Frontline deixou claro que o estabelecimento não financia ou subsidia o australiano.

Mesmo assim, uma das associadas mais proeminentes da instituição britânica, Jemima Khan, se ofereceu para pagar a fiança de Assange. O fundador do WikiLeaks terá uma nova audiência na Corte de Londres, ainda sem data divulgada.

Caso WikiLeaks

No final de novembro, o WikiLeaks vazou mais de 250 mil documentos secretos que revelam os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e outros registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.

Após o vazamento histórico, o governo norte-americano pressionou o maior servidor do país, a Amazon Web Services, para interromper o acesso ao WikiLeaks e evitar outra divulgação de informações comprometedoras. A França também enviou um comunicado aos servidores do país, declarando que as empresas francesas não podem hospedar páginas da web consideradas criminosas em outros países.

O fundador do WikiLeaks foi acusado na Suécia de cometer crimes sexuais, e teve sua ordem de captura emitida pela Justiça sueca e pela Interpol. Além disso, o banco suíço PostFinance fechou a conta aberta pela organização para recebimento de doações, e as empresas de cartão de crédito Mastercard, Visa e PayPal anunciaram que bloqueariam os pagamentos feitos ao site.

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