ANJ e OAB criticam medida que proíbe divulgação de pesquisa eleitoral no PR
ANJ e OAB criticam medida que proíbe divulgação de pesquisa eleitoral no PR
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticaram a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) de proibir a divulgação de pesquisas de intenção de votos no Estado. A proibição foi pedida pela coligação "Novo Paraná" (PRB - PP - PTB - PSL - PTN - PPS - DEM - PSDC - PHS - PMN - PTC - PSB - PRP - PSDB), que apoia a candidatura de Beto Richa (PSDB) ao governo.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , a ANJ declarou que "considera medidas judiciais dessa natureza como censura prévia e violação ao princípio da liberdade de expressão", garantida pela Constituição Federal. A entidade disse, ainda, que o pedido de proibir a divulgação dos dados foi feito depois que os resultados não se mostraram favoráveis ao candidato do PSDB.
O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou que a situação é preocupante, e que a decisão prejudicaria o eleitor: "Quando candidatos e partidos, sob qualquer argumento, inibem a divulgação de pesquisas eleitorais estão bloqueando informação para o eleitor".
A decisão de proibir a divulgação das pesquisas foi concedida à coligação pelo juiz Nicolau Konkel Junior, e atinge três institutos: Vox Populi, Datafolha e Ibope. Esta é a segunda vez que Richa barrou a divulgação de resultados do Datafolha no Estado, por ter alegado irregularidades na apuração.
Na última quarta (29), o magistrado declarou ter ficado surpreso com o resultado de um estudo do Datafolha, que teriam as mesmas irregularidades encontradas em outro levantamento feito pelo instituto.
O instituto, ligado à Folha , também recebeu críticas da revista CartaCapital. Em uma reportagem publicada em agosto deste ano, o veículo afirmou que o Datafolha "apostou na desqualificação dos institutos concorrentes". Além disso, foi acusado por militantes petistas de manipular resultados.
Em resposta às críticas, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, afirmou que "não há vício na pesquisa" e que os levantamentos cumpriram "todas as exigências" do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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