Anistia Internacional pede ao Egito libertação de jornalistas da Al Jazeera

A Anistia Internacional enviou, nesta quinta-feira (30/1), um pedido ao governo do Egito para que libere três jornalistas da Al Jazeera, presos desde dezembro sob acusações de divulgarem notícias "falsas" para servir aos interesses da Irmandade Muçulmana.

Atualizado em 30/01/2014 às 14:01, por Redação Portal IMPRENSA.


Segundo a agência Efe, a Procuradoria Geral do Egito ordenou que um tribunal penal julgue 20 jornalistas da emissora de TV do Catar. Porém, a Al Jazeera desmentiu em comunicado oficial a informação, afirmando que apenas cinco dos profissionais detidos no país trabalham para a empresa, e que nenhum deles recebeu uma notificação oficial das acusações. O recurso do apresentador australiano Peter Greste foi negado nesta quinta-feira (30/1).
A Anistia Internacional considera que os três jornalistas são "prisioneiros de consciência e foram detidos unicamente pelo exercício pacífico de seu direito à liberdade de expressão", segundo um comunicado de imprensa divulgado por sua filial na Austrália.
Segundo investigações da promotoria egípcia, os 20 jornalistas pertencem a um "grupo terrorista" - em referência indireta à Irmandade Muçulmana - que pretende "violar as leis, impedir o funcionamento das instituições, atentar contra as liberdades individuais, prejudicar a união nacional e a paz social, e adotar o terrorismo como meio de obter seus objetivos".